“Nós mulheres somos mais da metade da população, parimos a outra metade da população e até hoje não temos políticas públicas que nos contemplem na cidade, mas as mulheres são como as águas elas crescem quando se juntam.”- Débora Queiroz é arquiteta e urbanista formada pela Universidade Federal Fluminense, especializou-se nas questões relacionadas ao patrimônio cultural, é servidora da Prefeitura Municipal de Ouro Preto, onde reside, desde 2012 e atua na Secretaria de Cultura e Patrimônio. Coordenou também o Plano de Aceleração do Crescimento Cidades Históricas de 2017 a 2019 trabalhando em projetos e obras de restauração de igrejas. Desde 2016 vem construindo a União Brasileira de Mulheres, entidade dos movimentos sociais que debate as pautas feministas e emancipatórias. Através da UBM, idealizou um projeto de economia solidária chamado Somos Todas Marias, que atendeu mulheres de bairros pobres da cidade.

 

Débora acredita em pautar o desenvolvimento de ideias que reflitam a importância do protagonismo das mulheres nos espaços de poder, para garantir uma vida mais igualitária e inclusiva: “A cidade é um substantivo feminino, as políticas públicas tem que ser pensadas a partir do olhar das mulheres”. Lutando pela garantia e ampliação dos horários de creches, de um transporte público que seja integrado e que entenda a importância de combater o assédio que mulheres sofrem diariamente, e pela urgência da criação de uma Delegacia da Mulher, diante dos altos índices de violência no município. O mandato vai garantir uma representatividade coerente e combativa: “Não é possível que a gente tenha hoje, nos dias de hoje, uma representante feminina na Câmara de Vereadores dentre 15 vereadores.”. A luta feminina e feminista não é desenvolvida pela candidatura apenas nas eleições, é parte de uma trajetória política que deságua nesse momento, que exige o protagonismo das mulheres.

 

“O #EleNão foi um marco divisor da minha atuação como ativista, porque foi quando a gente percebeu que nós, mulheres, a gente podia mobilizar multidões e essa Ouro Preto que é 70% construída pelo sangue e suor das mulheres e dos negros disse, de maneira contundente, no #EleNão, qual era o projeto que não queria.”

 

 

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A candidatura de Débora Queiroz nasce do entendimento da necessidade de preservar as riquezas da cidade e fazer com que elas sejam não só dos turistas, mas também daqueles que constroem o município, tendo clareza das desigualdades históricas do povo, possibilitando uma perspectiva para o futuro das pessoas e ampliando a defesa das pautas feministas em mais espaços. Essa proposta só ganha força e forma sendo elevada ao debate político na Câmara Municipal para fazer de Ouro Preto, Patrimônio da Humanidade, uma cidade que olhe e cuide da sua população de forma ampla e cada vez mais igualitária.

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