opinião

A substituição do monopólio da violência pelo monopólio da delinquência

A ideia de um Estado forte contra as demandas sociais e fraco em matéria de regulação econômica não nasce com os elogios de Hayek a Pinochet, mas com o jurista nazista Carl Schmitt, criador do conceito de “Liberalismo autoritário”, anacrônico do ponto de vista publicitário, mas firme e forte na prática.

Bolsonaro evapora

Cresci ouvindo dizer que água não se nega. Agora, o Congresso Nacional e o Presidente da República querem negar água às pessoas mais pobres do Brasil. Sabemos que milhões sobrevivem na miséria sem saneamento básico nem água encanada. O capital privado quer se apropriar da água que vem do céu, da via láctea, do universo.

Stonewall Inn.: orgulhar-se é transgredir

*Renata Souza convida Maiara Fafini, Marina Iris e Raniery Soares Luta é encontro. E os episódios mais emblemáticos ligados a diversas lutas pelo mundo são marcados justamente pelo encontro simétrico entre o acúmulo de resistências e debates que antecederam esses...

No Orgulho, pela Revolta

O Orgulho chegou a mais um ano de comemoração. Nossas ações parecem, mais do que nunca, estar em alta. A quantidade de empresas ou instituições públicas e privadas que celebram e investem na data é algo que não acontecia com tamanha disposição. Passou a acontecer. Que bom!

Junho LGBTI em 2020 e a ressaca da revolução afetiva

Por Lígia Ziggiotti e Rafael Kirchhoff A madrugada de 28 de junho de 1969 foi paradigmática para a vivência queer nova-iorquina. Em mais um ataque violento da polícia a um bar frequentado por bichas, travas e sapas, uma verdadeira batalha fez deste mês e...

Netanyahu e a ânsia dos covardes por complacência

Água, energia, direito à moradia e ao voto, direito de pescar e produzir para o próprio sustento, liberdade de circulação, a própria vida. Tudo isso já foi. O que restou para Israel retirar dos palestinos? A complacência. E é isso que exige agora Benjamin Netanyahu, que enfrenta com maestria maquiavélica o tsunami político que varre sua administração.

Ratos ficam nus e podem detonar Bolsonaro

Um rato fugiu do ministério! Muitos ministros foram exonerados nesses quinze meses de governo, mas Abraham Weintraub teve que fugir para os Estados Unidos para ser demitido só após a sua chegada.

Mais um crime branco na Chapada

Um crime ambiental foi cometido mais uma vez na Chapada dos Veadeiros por organizações brancas internacionais. Faço questão em dizer a raça do criminoso para evidenciar o racismo estrutural que assola nossa sociedade, já que o crime aconteceu em território Kalunga, sítio protegido por 1.500 mil famílias negras quilombolas.

E o cerco vai se fechando

Na semana em que Fabrício Queiroz é finalmente preso, além de todos os desdobramentos para os quais este caso aponta, são três as investigações que tiram o sono do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Bolsonaro é o coveiro do Brasil

Em 20 de abril de 2020, quando o Brasil registrava 2575 mortes e 40581 contaminados pelo coronavírus, ao ter sido indagado acerca desses dados, Bolsonaro respondeu: “não sou coveiro”.

A queda de Weintraub

Estamos já nos acostumando, mas quebrando o que é quase regra no governo Bolsonaro, dessa vez a confusão não foi na sexta-feira, mas sim na quinta-feira dia, 18/06. Rolou a prisão do Queiroz, portaria racista e demissão do Abraham Weintraud, o pior ministro da Educação que o Brasil já teve.

Eschaton

Sábado passado participei de uma das melhores experiências online que já vivenciei: Eschaton.

Queiroz, PMs e as tramas golpistas do capitão

Essa notícia veiculada ontem, de que as Polícias Militares do país teriam avisado que, em caso de um impeachment ou de uma ruptura qualquer, estariam do lado do capitão e que se afastariam da sua missão institucional e abandonariam seus governadores, é muito grave.

Rio às cegas

Se, ao nível federal, prevaleceu a ausência de campanhas de orientação à população e medidas efetivas para socorrer estados e municípios, no Rio de Janeiro, vemos com muita preocupação um plano de reabertura sem amparo em dados confiáveis.

As estátuas do nosso descontentamento

É neste caldo de poder injusto que aumenta o racismo, a negação de outras histórias, a violência contra as mulheres e a homofobia. É contra este poder que se dirige a contestação das estátuas. Esta contestação dá um relevo especial à luta antirracista e anticolonial, mas não esqueçamos que ela é tão importante quanto a luta antissexista e anticapitalista.

O dia seguinte do golpe

Não sei onde estava o general Fernando em 1 de abril de 1964, mas os tempos eram outros. A crise de então se aprofundava desde o auto-golpe tentado por Jânio Quadros e que o levou à renúncia em agosto de 61. João Goulart era o vice eleito por outra chapa, o que era possível pela legislação eleitoral vigente, e não tinha maioria no Congresso.

Saudades da ditadura?

No Brasil há uma condescendência sem precedentes para com militares criminosos. Não que todos tenham sido. Mas, houve muitos. Alguns, com destacadas funções no atual governo, figuram como seus admiradores.

Bolsonaro é pulsão de morte

Ao contrário dos torturadores que não confessam publicamente as milhares de pessoas que sofreram em suas mãos covardes por dias, semanas e meses, o Presidente da República, sem vergonha, sempre defendeu publicamente esses crimes contra a humanidade.

Enfrentar as fake news, mas sem violar direitos

Estamos todos preocupados com a forma como as “fake news” estão interferindo de forma ilegítima nos processos políticos, ou como estão servindo para atacar a credibilidade de pessoas, grupos sociais e instituições, trazendo graves prejuízos à democracia e à vida. Mas é preciso tomar cuidado.

Utopias Negras

As distopias paralisam. As utopias têm o poder de nos impulsionar. Vem ai o Festival Latinidades, de 22 a 27 de julho.

Artigo 142 da Carta Política do Brasil

Após um dos filhos “zero” dizer que “para fechar o STF basta um soldado e um cabo”, o pai afirma que para tomar o país basta o artigo 142 da Constituição Federal. Além de presidente da República, ele quer ser também presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal.

A pegadinha no pacote de ajuda aos Estados

O presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) sancionou, na quinta-feira (28/05), a lei que institui o pacote de ajuda financeira aos Estados e Municípios, em virtude das dificuldades econômicas decorrentes da perda de arrecadação durante a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV-2), causador da doença Covid-19.

Emergência Cultural Aprovada. E agora?

Em um dia que entra para a história da cultura brasileira, 04 de junho de 2020,  6 anos depois da aprovação da Lei Cultura Viva no Senado Federal, foi aprovada a Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, com votações consagradoras na Câmara e no Senado, que uniram governo e oposição.

Lutar com firmeza e responsabilidade

A reação das pessoas ao irem às ruas é legítima e representa uma completa indignação diante da falta de resolução dessas questões e do avanço autoritário, sabemos que esse não é o momento ideal, mas a responsabilidade sobre a necessidade de ocuparmos as ruas, num momento tão adverso, deve recair totalmente sobre Bolsonaro.

Vozes das ruas ameaçadas com vara curta

 As teses da “gripezinha”, do milagre da cloroquina e, por fim, do argumento cínico “destino de todo mundo” para justificar a morte de 30 mil pessoas pelo Covid-19.