Além de Bolsonaro, o inquérito mira o ex-ministro da Sáude, Eduardo Pazuello, especialmente sobre o cenário de mortes por falta de oxigênio em Manaus, no início de 2021. Até agora, ninguém foi condenado pela morte de dezenas de pessoas

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se reúne nesta terça-feira (19) com representantes da CPI da Covid, e poderá reabrir o inquérito que investiga a omissão do governo Bolsonaro durante a pandemia. A investigação havia sido arquivada pelo seu antecessor, Augusto Aras, mas, após pressão popular, o relatório que pediu o indiciamento de Jair Bolsonaro por graves crimes deve voltar a análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além de Bolsonaro, o inquérito mira o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, especialmente sobre o cenário de mortes por falta de oxigênio em Manaus, no início de 2021. Até agora, ninguém foi condenado pela morte de dezenas de pessoas.

O relatório final da CPI, apresentado em outubro de 2021, recomendou o indiciamento do então presidente Jair Bolsonaro e de outras 65 pessoas. O relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), manteve a sugestão de indiciamento do ex-presidente por dez crimes, incluindo epidemia com resultado de morte, charlatanismo e violação de direitos sociais.

Bolsonaro nega as acusações e afirma ter determinado a compra de vacinas “assim que estas estiveram disponíveis”. No entanto, o ex-presidente afirmou, em dezembro de 2020, que não compraria as vacinas, e a CPI atestou que o Brasil demorou a comprar vacinas, mesmo elas estando disponíveis.