Sem apresentar provas, Bolsonaro e Costa Neto entraram com ação no TSE questionando o resultado do 1º turno das eleições

Alexandre de Moraes é presidente do Tribunal Suprerior Eleitoral (TSE). Foto: Divulgação/Wikimedia Commons

Depois que o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou a conclusão do relatório do partido sobre as eleições, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, deu o prazo de 24 horas para que a sigla também inclua na ação ao tribunal o questionamento ao resultado do 1º turno das eleições.

Com isso, o partido está obrigado a questionar os números que fizeram do PL a maior bancada na Câmara, com 99 deputados.

O pedido de Moraes é uma resposta à petição enviada à Corte eleitoral nesta terça-feira (22) em que o PL aponta – sem provas – supostas inconsistências nas eleições e pede que sejam tomadas medidas “práticas e jurídicas” apenas em relação ao resultado do segundo turno.

“As urnas eletrônicas apontadas na petição inicial foram utilizadas tanto no primeiro turno, quanto no segundo turno das eleições de 2022. Assim, sob pena de indeferimento da inicial, deve a autora aditar a petição inicial para que o pedido abranja ambos os turnos das eleições, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas”, determinou Moraes.

Bolsonaro não aceita a derrota

Em representação enviada nesta terça, ao TSE, o PL afirma que o presidente Jair Bolsonaro teve 51,05% dos votos no segundo turno das eleições e venceu a disputa contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no último dia 30.

Bolsonaro e Costa Neto entraram com ação no TSE pedindo que sejam desconsiderados os votos de 279 mil urnas, sob o argumento de que os modelos são anteriores a 2020 e têm o mesmo número de patrimônio. O número representa mais da metade dos votos do País.

O PL alega que isso impediria a fiscalização dos equipamentos. Essas urnas, porém, já foram usadas nas eleições de 2018 e passaram por processo de fiscalização de segurança pelo Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Forças Armadas.

Desde o ano passado, Bolsonaro põe em dúvida o sistema eleitoral, mas nunca apresentou provas do que diz. A urna eletrônica brasileira foi implantada em 1996 e nunca foi comprovado alguma fraude neste sistema que é auditável e já se provou seguro.

Recentemente, auditoria feita pelas Forças Armadas mostraram a lisura das eleições. Nos bastidores, porém, o presidente continua dizendo que é vítima de uma “armação” da Justiça Eleitoral.

Com informações da Agência Estado

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