O Ministério da Saúde lançou um edital com 6.252 vagas para o programa Mais Médicos para o Brasil. As vagas foram distribuídas para municípios que desejam renovar sua participação ou ingressar no programa, com o objetivo de preencher vagas no Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento primário em Unidades Básicas de Saúde.

O edital foi publicado pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde, sendo exclusivo para cidades interessadas nas vagas do programa. Cada cidade possui um limite máximo de vagas e os municípios que aderirem deverão informar quantos profissionais desejam receber, podendo ser menor do que o limite autorizado pelo governo.

Mais Médicos durante reunião no Ministério da Saúde. Foto: Agência Brasil

Após a confirmação do número de vagas, o Ministério da Saúde enviará aos municípios médicos credenciados pelo programa. Além disso, o governo tem planos de abrir outras 10 mil vagas até o final do ano, com contrapartida dos municípios. O valor das bolsas permanecerá o mesmo oferecido atualmente pelo programa, cerca de R$12,8 mil, além do auxílio-moradia, que varia de acordo com a região de atuação.

Vagas

Confira a seguir o número de vagas autorizadas pelo governo nas capitais (Maceió e Teresina não possuem vagas neste edital):

  • Aracaju: 4
  • Belém: 62
  • Belo Horizonte: 14
  • Boa Vista: 134
  • Brasília: 52
  • Campo Grande: 9
  • Cuiabá: 23
  • Curitiba: 20
  • Florianópolis: 5
  • Fortaleza: 91
  • Goiânia: 16
  • João Pessoa: 8
  • Macapá: 37
  • Manaus: 256
  • Natal: 32
  • Palmas: 1
  • Porto Alegre: 67
  • Porto Velho: 15
  • Recife: 15
  • Rio Branco: 32
  • Rio de Janeiro: 79
  • Salvador: 11
  • São Luís: 13
  • São Paulo: 150
  • Vitória: 3

A nova versão do projeto estabelece benefícios para incentivar a permanência dos médicos por longos períodos. Entre eles:

  • Para os médicos que ficarem ao menos 3 anos na vaga: possibilidade de pagamento de adicional de 10% a 20% da soma total das bolsas de todo o período que esteve no programa, a depender da vulnerabilidade do município;
  • Para médicos com formação pelo Fies: adicional de 40% a 80% da soma total das bolsas de todo o período que esteve no programa, a depender da vulnerabilidade do município. O benefício será pago em quatro parcelas, sendo 10% por ano durante os três primeiros anos, e os 70% restantes ao completar 48 meses;
  • Incentivo para médicos do Fies residentes em Medicina da Família, com auxílio para pagamento de dívidas do financiamento estudantil;
  • Complementar o valor da bolsa para mulheres em licença-maternidade que passarem a receber o auxílio do INSS, o que antes não ocorria;
  • Licença de 20 dias para licença-paternidade. Antes, não havia essa possibilidade;
  • Oferta de especialização e mestrado.

*Com informações do Ministério da Saúde