A campanha de Lula faz, na reta final da campanha, um forte apelo ao voto útil em Lula contra Bolsonaro. “Juntos pelo Brasil”, declarou o petista

Encontro marcou a união de diferenças frentes políticas pela democracia do Brasil. Foto: Ricardo Stuckert

Um ato realizado na manhã desta segunda-feira (19), em São Paulo, marcou o apoio público de oito ex-candidatos a presidente a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A novidade foi a presença do ex-ministro da Fazenda e ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que já tinha sugerido que votaria no PT, mas confirmou oficialmente o apoio ao petista.

A bancada dos ex-candidatos à Presidência da República foi composta pelo candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), pelo candidato ao governo do Estado de São Paulo Fernando Haddad (PT) por Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (PSOL), Cristovam Buarque (Cidadania), Luciana Genro (PSOL), João Goulart Filho (PCdoB) e Meirelles.

Guilherme Boulos comentou sobre as diferenças e a importância do momento histórico. “Todos conhecem nossas diferenças, elas são públicas, mas estamos aqui hoje para dizer que essas diferenças são menores nesse momento histórico do que aquilo que nos une para preservar a democracia brasileira”, disse Boulos. “Essa união expressa um entendimento conjunto de que a eleição do presidente Lula é essencial para a democracia brasileira, para derrotar um fascista, alguém que ameaça às instituições e as liberdades”, afirmou Boulos.

Marina Silva, que declarou apoio a Lula na semana passada, voltou a dizer que o ex-presidente é quem reúne as melhores condições para a empreitada de vencer Bolsonaro. “Existem momentos na história em que a gente percebe que tem algo muito forte em jogo, que é a banalização do mal, como disse Hannah Arendt”, disse a ambientalista.

Luciana Genro afirmou que a união é uma “frente anti-fascista”. Ela definiu o projeto de governo de Bolsonaro como um projeto “racista, misógino, lgbtfóbico. Um projeto que quer eliminar os seus adversários”.

A campanha de Lula faz, na reta final da campanha, um forte apelo ao voto útil no ex-presidente contra o presidente Jair Bolsonaro.

“Estou aqui porque será uma tragédia termos segundo turno. Serão quatro semanas imprevisíveis do ponto de vista de violência na rua, fake news por todos os lados. Estou aqui porque Lula é o melhor”, afirmou Cristovam Buarque.