Na operação da PF em Santa Catarina, foram encontradas armas de diversos calibres, entre submetralhadora, fuzil e rifles com lunetas

Armas foram apreendidas pela Polícia Federal em Santa Catarina. Foto: Reprodução/Twitter

Por Mauro Utida

O futuro ministro da Justiça Flávio Dino usou as redes para fezer duras críticas às armas apreendidas pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15) em Santa Catarina durante operação contra bolsonaristas envolvidos em manifestações antidemocráticas.

“Definitivamente isso não é liberdade de expressão”, escreveu ele criticando o porte de armas por apoiadores de Jair Bolsonaro (PL).

Nas operações da Polícia Federal, determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, foram encontradas armas de diversos calibres, entre submetralhadora, fuzil e rifles com lunetas

Dino que será entrevistado no programa Roda Vida, da TV Cultura, desta segunda-feira (19), também usou as fotos do arsenal apreendido pelos policiais para voltar a comentar sobre o combate à cultura armamentista e controle responsável sobre armas. “Estamos baseados em fatos graves. A exemplo desse arsenal encontrado pela PF nas mãos de pessoas que querem destruir a democracia e o Estado de Direito”.

Operação contra bolsonaristas

Com ordem do ministro do STF Alexandre de Moraes, a PF deflagrou nesta quinta-feira (15) a maior operação de busca e apreensão contra manifestantes suspeitos de participar e financiar atos golpistas pelo país, como os bloqueios em estradas.

Ele autorizou mais de 80 mandados, além da quebra de sigilos bancários e bloqueio de contas dos investigados nos seguintes estados: Acre, Amazonas, Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e no Distrito Federal.

A ofensiva é aberta três dias após bolsonaristas tentarem invadir a sede da Polícia Federal em Brasília, além de atearem fogo a carros e ônibus na capital federal.

Flávio Dino disse nesta sexta-feira (16) que já foram identificados autores do ataque à sede da Polícia Federal, em Brasília. Ele também garantiu a segurança de todos os participantes na posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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