Francia Márquez destaca importância da África em parceria estratégica

A vice-presidenta da Colômbia, Francia Márquez, e seu homólogo sul-africano, Paul Mashatile – Presidência da África do Sul

Pela primeira vez em 26 anos uma autoridade do governo da Colômbia visita o continente africano. A vice-presidente da Colômbia, Francia Márquez,  juntamente com uma extensa comitiva, percorreu a África do Sul, Quênia e Etiópia, em uma tour diplomática que busca integrar os países africanos em uma agenda comum do Sul Global. A viagem iniciou no último dia 13 de maio, e segue até o dia 18.

Francia fez uma declaração ao final da viagem, avaliando positivamente a circulação.

“Colômbia, valeu a pena esta viagem. Não estamos perdendo tempo. Estamos estabelecendo relações para cumprir as promessas do governo do país de fazer da Colômbia uma potência mundial da vida”.

Em um dos encontros, Márquez pediu ao seu homólogo sul-africano, Paul Mashatile, que a África do Sul seja mediadora nos diálogos de paz entre o governo colombiano e o Exército de Libertação Nacional (ELN).

“Queremos que nos acompanhem nesses processos de diálogo que estamos realizando agora com o ELN, e que posteriormente realizaremos com outros grupos”, disse Márquez, que está em viagem diplomática pelo continente africano, incluindo passagens pelo Quênia e Etiópia.

A vice-presidenta do governo de Gustavo Petro também descreveu que as conversações de paz com o Exército de Libertação Nacional são de “grande importância não só para a Colômbia, mas para a região da América Latina e do Caribe”.


África e América Latina compartilham uma história de colonialismo. Com isso, temos a capacidade de fazer a diferença em relação aos dois blocos que se consolidaram desde a segunda metade do século XX. De um lado, temos a América do Norte e a Europa e, do outro, a Rússia e a China.

É importante mencionar que alguns países africanos como África do Sul, Uganda, Egito, Nigéria e Etiópia optaram por ser neutros no conflito russo-ucraniano. Isso nos torna aliados geopolíticos para mediar um diálogo de paz global e evitar que a guerra afete o crescimento econômico de nossos países e pressione o botão nuclear.

Agenda sustentável

O debate sobre energia sustentável desempenha um papel importante nessa visita. A África possui 60% dos recursos solares do mundo, mas atualmente utiliza apenas 1%. O continente tem o potencial de produzir até 40% da energia solar mundial e espera-se que produza 10% da energia eólica até 2050.

Para cumprir esta agenda em Nairóbi (capital do Quênia) e Addis Ababa (capital da Etiópia), a vice-presidenta colombiana deve realizar conferências de imprensa, reuniões de fórum comercial e para o meio ambiente, além de encontros com os presidentes de ambos os países, William Ruto e HE Sahle-Work Zewde, respectivamente.

O objetivo é aliar uma agenda colaborativa com as necessidades energéticas dos países.

*Com informações de Emergentes Medio e Telesur