Foto: Leandrinha Du Art

 

Conversando com uma amiga disse a ela que devido a tanto trabalho e afazeres de projetos que demandam de mim uma atenção exclusiva, achava que tinha perdido o tesão em sentir tesão por mim mesma. O fato é que em cima dos corpos femininos há uma pressão natural que a gente mesma coloca em cima da gente devido a naturalização de que somos máquinas operárias, para que tambem consigamos atingir no trabalho a perfeição absoluta e um certo “rendimento” , afinal nós temos que provar pra macho que somos mais e tão competente quanto eles e essa afirmação é constante e involuntária.

Quando vê estamos ali buscando ser o supra sumo da eficiência trabalhando igual uma doida.

Parece doido neh? O que fazemos com nós mesma resultado da maldita falta de equidade, não que esse seja o único motivo, mais se não é o maior é principal.

Se ocupar tanto a ponto de não se olhar como devemos e não é não se olhar por não gostar do próprio reflexo, é não se olhar por falta de tempo de se admirar, apreciar o que está vendo, acabamos deixando com que qualquer outra coisa consuma nosso tempo de se desejar.

Nos vemos apenas enquanto operárias e esquecemos que somos “mulheres operárias”, que somos produtivas, eficientes e suficiente pra nós mesmas. Que tenho habilidade em me fazer sexy quando quero não é segredo pra ninguém, é como acionar um botão.

Ser sexy não é fazer uma foto com cara de estou gozando e sim é você também se sentir bem e plena sendo a mulher workarolic mais incrível do seu mundo e não do mundo dos outros.

Eram 03:30 da madrugada, eu trabalhei tanto, coordenei e sistematizei tanta coisa, criei, demandei uma porção delas e decidi mesmo cansada por a câmera do celular pra disparar automaticamente duas vezes, e sem esforço, bingo, aquele botão estava ligado.

Só precisava lembrar que ele existia.

Deixe o seu ligado, faz bem.

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