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Arrependei-vos! Tenho sentimentos pouco cristãos com o arrependimento de José Padilha, que produziu O Mecanismo, uma filme-peça de publicidade pró impeachment e anti-petista e que foi um ativo produtor de imaginários fascistóides, desde Tropa de Elite I.

Tive a oportunidade de debater com ele sobre os equívocos desse primeiro filme que dava voz, criminalizava e produzia um discurso de ódio em relação aos direitos humanos, aos professores universitários (que tenta ridicularizar) e depois ódio aos governos e valores humanistas e com O Mecanismo, ódio alucinatório ao PT. A ponto de ter realizado um filme que se confunde com as fake-news que ajudaram a eleger a extrema-direita.

José Padilha está arrependido de ter ajudado a eleger o presidente Bolsonaro? Caiu a ficha em relação ao paladino da justiça, Sérgio Moro? Ele se pergunta pela relação de Moro com a família Bolsonaro e as milícias e o horror que domina o Rio e o Brasil? Aparentemente sim!

Da mesma forma que fez um Tropa da Elite II recolhendo todas as criticas que recebeu e tentando uma colcha de retalhos nova e menos maniqueísta, agora pretende fazer um Mecanismo II com Sérgio Moro de vilão.

Fato é que figuras como Padilha ganham na alta e na baixa do fascismo! Lógica do mercado das ideias e do mercado financeiro, seguem uma “onda” e lucram com ela enquanto podem. Depois a gente se arrepende : ) E também lucra com o arrependimento!

O nome disso se chama mercado e oportunismo. O que é uma boa notícia, o projeto protofascista mal começou e seus ideólogos já começam a abandonar o barco.

O governo Bolsonaro bloqueou o dinheiro do Fundo Setorial do Audiovisual e vai estrangular o cinema brasileiro; cortou os editais e apoios da Petrobrás para os mais importantes Festivais de cinema do Brasil, o presidente da Ancine suspendeu repasses para o Audiovisual, propuseram acabar com a “desgraça” da Lei Rouanet, extinguiram o Ministério da Cultura e os produtores culturais, artistas, cineastas, todo o campo cultural é alvo de um revanchismo nunca visto, são os leprosos da paranóia bolsonarista anticultura, antieducação, obscurantista.

É Padilha, não doeu só na consciência, doeu no bolso! Seu filme O Mecanismo também fica queimado no exterior e entra pela porta dos fundos da história do cinema brasileiro, como testemunha do que realmente significa “viés ideológico”. Quando ficamos cegos voluntariamente para nos tornarmos vetores de um campo de crenças e ideologias.

A percepção do governo Bolsonaro fora do Brasil é ainda pior que a sua popularidade em baixa aqui. Quem vai te financiar? A Hollywood politizada do #Metoo?

Quem vai financiar a tua autocritica?

Mas a Páscoa é tempo de perdão! Bem vindo Padilha e junte-se aos arrependidos. Eles serão milhões em breve.

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