Por Simone Nascimento*

As eleições municipais estão aí. Faltam praticamente algumas horas. As pesquisas e o pulso das ruas, onde fizemos campanha, mostram que é possível derrotar o bolsonarismo nas principais cidades do país. Nas áreas urbanas mais concentradas, como a da cidade de São Paulo, cresce a oposição ao governo negacionista, racista, misógino, insensível e irresponsável diante dos 163 mil mortos pela Covid, seus familiares e amigos.

O Brasil sob a batuta desse governo genocida é o país que vive um incremento da desigualdade social como há décadas não se via, o aumento do desemprego, da insegurança, da precarização, da violência contra a mulher do genocídio do povo negro, da destruição ambiental descontrolada. Por isso, nosso primeiro desafio é derrotar os representantes do bolsonarismo em seus vários disfarces, no âmbito municipal.

No entanto, a agenda liberal e privatista da direita tucana e suas variantes (como Márcio França em São Paulo) não serve de alternativa ao extremismo bolsonarista, porque mantém as desigualdades herdadas da escravidão e da histórica suprexploração do trabalho. Por isso, o PSOL se apresenta por todo o país, e em particular na capital paulista, com uma agenda que vai à raiz dos problemas do povo: um programa de combate à desigualdade social, com prioridade para as periferias esquecidas, para os que vivem de seu suor, em particular mulheres, negros e a juventude que se sente sem futuro.

Apesar do nosso tempo de TV pequeníssimo, do boicote aos debates pelas TVs e das fakenews da direita, a chapa Boulos-Erundina não parou de encantar e crescer. Temos chance reais de recolocar a esquerda como alternativa na maior cidade do país! E eleger uma bancada do PSOL na Câmara, expressiva e combativa, para lutar, também lá dentro, por outro projeto de cidade: um cidade solidária.

Carregamos também a responsabilidade de contribuir para renovação da esquerda brasileira, dando a ela um perfil mais negro, mais feminino, mais diverso, mais jovem, mais trabalhador. Minha candidatura a vereadora tem essa razão de ser e objetivo. Da Vila Zatt, em Pirituba, para a Câmara, quero representar a minha e todas as quebradas, a luta da juventude negra dos rincões no centro de São Paulo!

Temos pouco tempo para intensificar a campanha para derrotar o bolsonarismo, o tucanato, levar Boulos e Erundina ao segundo turno, contribuindo assim para ampliar as lutas de resistência e mostrar que continua vivo um caminho de esperança.

Teremos um 2021 de muita resistência, muita luta, pois é visível que está crescendo a oposição a Bolsonaro e ao desastre a que está reduzindo este país. Seu voto no dia 15 tem essa importância: dizer um sonoro não a Bolsonaro, ao tucanato, fortalecer a alternativa de esquerda, eleger vereadoras e vereadores de luta, para que ganhemos força e fôlego para os embates que virão.

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