especial coronavírus

Rio 40 Graus: Cidade do Coronavírus e do caos

No segundo dia de feriado prolongado, o sol e a temperatura de 27º fizeram os cariocas se aglomerarem e mais uma vez desrespeitarem às regras de isolamento que ainda vigoram no Rio de Janeiro, no combate a Covid-19.

A favela no enfrentamento à Covid-19

Frente ao abandono das favelas pelo governo, coletivos da Providência (RJ) se unem para a instalação de pias com água e sabão nos muros do Morro.

‘Me sento extremamente agredida pelo egoísmo e frieza das pessoas’

E saindo exausta do plantão, depois de uma noite de trabalho intenso, de dentro do carro, vejo aquelas mesmas pessoas egoístas vivendo um dia como qualquer outro. Caminhando, correndo, indo surfar. A gente segue firme daqui fazendo a nossa parte e fazendo tudo que podemos.

Mães clamam por notícias de filhos detidos em presídios

Desde a suspensão de visitas, familiares de detentos sofrem para conseguir notícias do cenário sombrio de dentro das penitenciárias com a propagação do novo coronavírus, que já somam 16 mortes por diversas cadeias do país.

Indígenas e artistas enviam carta à OMS e pedem medidas de apoio às comunidades

A carta ainda recebe o apoio de personalidades como Sebastião Salgado, Maria Gadú, Letícia Sabatella, Opra Winfrey, Sting e ainda de instituições como Comissão Especial dos Direitos dos Povos Indígenas, a Articulação dos Povos Indígenas (APIB), Anistia Internacional, Greenpeace, Instituto Chico Mendes e outros.

Fome é a face mais dramática da pandemia

A fome já vem sendo sentida por parte da população com dificuldade de gerar renda e de acessar a Renda Básica Emergencial durante o período de isolamento provocado pela pandemia. Organizações se mobilizam para distribuir comida para a população.

colunas

O futuro das periferias no pós-pandemia

Como nossa tecnologia é agregadora, nos juntamos a outras organizações negras de impacto social em uma coalizão e criamos a ÉDITODOS, com o objetivo de fomentar o empreendedorismo negro e periférico pela ótica de quem vive isso de verdade.

A escalada do terror

Hoje (22) morreram mais 1.001 brasileiros vítimas de Covid-19, totalizando 21.048 vidas perdidas. Se considerarmos os óbitos mais recentes, a linha vermelha do gráfico acima, que representa a escalada da epidemia no Brasil, alcançou a linha azul, relativa aos Estados...

A ciência e o amor no novo normal

Chegando ao 50* artigo diário da série Direto do Confinamento, parece que está na hora de começarmos a tentar pensar o que será de nós, das nossas vidas, depois da epidemia. Não estou falando do futuro imediato, que está fatalmente presente quando falamos do próprio presente.

Fila única contra a seletividade

A fila única responde à desigual ocupação de leitos entre rede pública e privada, que, como totalidade, são consideradas partes de um único Sistema de Saúde.

Salvem os índios!

Os povos indígenas estão entre as populações mais vulneráveis ao impacto da epidemia. Em alguns casos, o isolamento geográfico relativamente maior pode protegê-los do contágio, mas os condena à falta ou dificuldade de assistência em caso de contaminação.



Comitês Territoriais de Solidariedade

Uma das formas de organização da campanha é a formação de Comitês Territoriais de Solidariedade, formados pelos movimentos sociais do campo e da cidade que realizam a distribuição das doações de alimentos agroecológicos, fortalecendo os processos organizativos dos territórios.

Qual é o número aceitável de mortos para restaurar a economia?

É muito importante ter muito claro que, qualquer que seja a decisão de uma abertura – gradual ou não -, isso custará vidas pois estamos lidando com um inimigo invisível e desconhecido. Não se vence o coronavírus com discursos e bravata, mas com ciência, testes em massa, tratamento adequado, investimento e apoio às populações mais pobres e vulneráveis.

O mundo dos mascarados

O governador do Distrito Federal editou um decreto obrigando o uso de máscaras a partir de 30/04. Eu sei que ele, apesar da sua ambiguidade gritante, adotou essa medida considerando o agravamento da epidemia em Brasília e as recomendações da OMS, a Organização Mundial...

E daí?

Deu entrada no hospital na tarde do dia dezessete sem maiores incômodos do que uma dor que irradiava do centro das costas até os ombros, e ficava mais forte conforme a respiração era mais funda. Se tivesse reparado melhor, teria percebido que o paladar não era o mesmo há alguns dias.

Sofrimento amazônico

O Amazonas é o quinto estado brasileiro no total de infectados confirmados e de mortos pelo novo coronavírus. Porém relativamente à população, a incidência e as vítimas fatais chegam ao dobro em comparação com São Paulo, que é o epicentro da epidemia no Brasil.

Bolsonaro é o álibi de Trump

Donald Trump foi negligente quando a epidemia chegou aos EUA. Resistiu à adoção de medidas de isolamento, chegando a contestar os Estados que se anteciparam nesse sentido. O seu mal exemplo é seguido por Jair Bolsonaro. Assim como Bolsonaro, Trump sempre teve uma postura fria diante das vítimas da pandemia.

Auxílio Emergencial: como enfrentar o regime do invisível?

A máquina capitalista e estatal empenha todos os seus esforços em tornar visíveis os problemas e sua batalha contra esse inimigo que ninguém vê, enquanto invisibiliza e inviabiliza, mais uma vez, a vida daqueles e daquelas que estão sempre nas margens, nas periferias, fora dos cadastros, fora do sistema online de matrícula.

Sereias assassinas

O nível de isolamento social que temos conseguido, em torno de 50%, está abaixo do recomendado para debelar a epidemia em menor tempo, mas já evitou uma expansão ainda mais rápida e desastrosa para o sistema de saúde. Vamos resistir, chorar, espernear e protestar, mas não vamos cair no canto das sereias assassinas.

O espelho invertido de Ernesto Araújo

O chanceler Ernesto Araújo publicou um artigo, nesta semana, com o intuito de denunciar o “comunavírus”. O “idiota” continua sentado naquela cadeira e, apesar da situação delicada do país, ele se dá ao luxo de especular, de forma delirante e gratuita, sobre uma fantasmagórica conspiração planetária.

A ação do grupo homens brancos frente à Covid-19

Nas próximas décadas, crianças e jovens estudarão como a sociedade atual enfrentou a terrível pandemia de COVID-19. E para que as injustiças históricas não se repitam, por favor, escrevam que homens brancos foram, mais uma vez, os responsáveis pelas centenas de...

Código aberto para salvar vidas

Do Maker ao cientista de dados, da programadora ao piloto de drones. A crise causada pela Covid-19 que assola o mundo inteiro também pode ser vista como uma oportunidade para quem atua em diferentes áreas da tecnologia. Inúmeras iniciativas, maratonas, hackatons, editais, projetos e mobilizações estão acontecendo pelo Brasil e pelo mundo com um único objetivo: salvar vidas.

Os cúmplices

Bolsonaro desgoverna o país com persistência. Não aproveitou o primeiro ano de governo para arrumar a casa e, ao contrário, nomeou gente maluca e despreparada para áreas sensíveis, militarizou funções técnicas, inverteu o sentido civilizatório das políticas sociais, desestruturou instituições públicas, promoveu conflitos dentro do governo

Ligue 180 para preservar a vida das mulheres na quarentena

O distanciamento social de milhões de brasileiros, acarretado pela necessidade de conter a disseminação do coronavírus, trouxe à baila um problema grave que silenciosamente aflige milhares de mulheres e meninas em todo o país: a violência sexual sofrida em ambiente doméstico, portanto cometida por parentes das vítimas, na maioria das vezes os pais e padrastos.

Ninguém merece um enterro como o das vítimas do Covid-19

Visitei o cemitério da Vila Formosa e presenciei o enterro de pessoas por Covid-19, o que me deixou bastante tocado e triste, afinal, a doença mal permite o adeus ao ente querido; A angústia também foi parte de toda visita ao posto de saúde do Jd. Paulistano, na Brasilândia.

COVID-19 e as políticas culturais no Brasil

O impacto social e econômico da pandemia no setor cultural brasileiro é devastador. As graves consequências exigem respostas e medidas concretas por parte de governos locais e Estados nacionais, enquanto a sociedade civil e o setor cultural contribuem na busca de alternativas. 

A constrangida reação de Tóffoli

Cambaleante, inchado e tossindo, Bolsonaro ultrapassou todos os limites e instigou uma crise institucional, em situação de emergência sanitária e social. Não se espera, nem de longe, que o presidente da mais alta corte de justiça se preste ao ativismo político e fique dando declarações desnecessárias.

Bolsonaro sai do limbo e instiga o autogolpe

Jair Bolsonaro arrochou o próprio governo, substituiu Luiz Henrique Mandetta por Nelson Teich no Ministério da Saúde e mandou recado para dentro da própria gestão para todos boicotarem a cautela do isolamento social ou calarem a boca. Avisou que a defesa da vida pode custar o pescoço do vivaldino.

Brasil, mostra sua cara!

Bolsonaro chegou a uma situação de perda das condições políticas mínimas para governar. E, com essa estratégia de tudo ou nada, vai dinamitando as pontes e criando uma situação de não retorno.

O insustentável peso da ignorância

Por fim, aconteceu o desfecho da novela protagonizada no governo brasileiro, pelo presidente e o seu ministro da saúde, despedido nesta quinta-feira, 16 de abril de 2020. O desfecho não poderia ser pior para a saúde do povo brasileiro em momento tão dramático.

O medo e a esperança – Parte 2

Para aferir melhor como afloram os sentimentos de medo e de esperança nos corações das nossas gentes neste momento tenso de pandemia, ouvi, também, a opinião da Elizângela da Silva Costa, índia da etnia Baré, falante da língua nhengatu e moradora da Terra Indígena Marabitanas Cué-Cué, no município de São Gabriel da Cachoeira.

Coronavírus e a disparidade racial nos EUA

O The New York Times alertou que, por negligência do presidente Donald Trump, mais de dois milhões de americanos poderiam morrer do novo coronavírus. Desse número horroroso, dados baseados em pesquisas e estudos mostram que o impacto será desproporcionalmente maior na comunidade afrodescendente e hispânica.

O medo e a esperança

O medo é uma reação natural a uma ameaça ou adversidade, que pode ocorrer numa grande diversidade de situações, de forma instintiva e independente da nossa vontade. É uma emoção que mobiliza estímulos cerebrais que aceleram o batimento cardíaco e a respiração, numa reação de fuga ou de enfrentamento à ameaça.

Libera o wi-fi

Trago um assunto muito discutido nas famílias brasileiras: a Escola e os assuntos interligados a ela diante da pandemia: a suspensão das aulas, as aulas on-line, as dicas dos professores, a falta de alimentos, os cuidados que permitem os responsáveis trabalharem durante o período escolar, a falta de informação, uso das tecnologias, cadê o wi-fi liberado?

Velho, pobre e negro

Os dados disponíveis indicam uma situação perturbadora porque, ao mesmo tempo em que os brancos se contaminam mais, proporcionalmente, a letalidade do vírus é maior entre os negros. Com o avanço da epidemia sobre áreas mais carentes e a redução da subnotificação de casos, deve crescer a proporção de negros infectados. E a letalidade pode se agravar.

A música brasileira em tempos de coronavírus

A solução coletiva e a luta para garantirmos um Estado forte e presente no desenvolvimento da cultura brasileira não podem ser apenas gatilhos em momento de crise, e, sim, compromissos permanentes de todo o setor não só com o futuro da música, mas com construção de uma sociedade mais justa e solidária.

Movimento pró-morte

Sábado passado (11/4), um grupo de bolsonaristas organizou uma carreata contra a quarentena e a política de isolamento para conter a epidemia do novo coronavírus. A manifestação trancou a Avenida Paulista, onde algumas dezenas de manifestantes se concentraram, descumprindo a orientação das agências sanitárias.

O advogado do diabo

Bolsonaro pressionou André Mendonça, o advogado-Geral da União, a promover a desunião. A exemplo do chefe, Mendonça valeu-se das redes sociais para ameaçar, com processos judiciais, governadores e prefeitos que adotarem medidas de combate à epidemia consideradas excessivas pelo governo federal.

Zema, não é hora de retornar às aulas!

Educação é a forma como preparamos as novas gerações para viver em sociedade, em todas as dimensões da vida. Infelizmente, o governo de Minas Gerais, mais voltado para os negócios Zema do que para a educação, não tem essa compreensão.

A Páscoa da morte

Este ano, a Páscoa chegou para nós, no Brasil, num momento em que o luto já consome mais de mil famílias, inclusive de profissionais de saúde que caíram doentes no enfrentamento direto da epidemia. Sendo que o pior ainda está por vir.