Cartaz promocional

Por Rô Vicente

Em Graça em Tempo de Pandemia, a protagonista enfrenta o isolamento social causado pelo COVID-19 em 2020. Vinda do Interior, mãe de travesti, idosa e moradora de favela, o documentário traz a história de força e superação desta mulher espetacular através de lembranças durante a pandemia.

O curta de Rhany nos faz pensar em como o afeto pode ser um ato revolucionário na vida de nós LGBTs. O foco do filme fica na mãe de Rhany que se chama Maria das Graças Silva. Vemos em como a quarentena, que teve início por conta da pandemia, afetou a rotina da vida dela. As primeiras cenas temos a gata Nina que é uma mascote da família e que logo de primeira já mostra o quanto o afeto é presente no laço familiar, mas não precisa ser explicito já que a própria Maria não admite gostar de Nina mas deixa a entender que tem um carinho pela gata. Diferente quando se trata de suas filhas Ana Paula que é uma mulher cis e Rhany uma mulher trans e responsável pela direção e roteiro do curta, Maria das Graças deixa bem claro que ama suas filhas e que as defendera acima de tudo.

O curta doc é muito intimista e nos deixa realmente com um acalento no coração. Nos colocando dentro da casa de Maria das Graças fazendo com que a gente veja como foi descobrir uma filha trans ao decorrer do seu crescimento, como foi doloroso a partida da filha mais velha, como Maria passa o seu tempo durante a quarentena. E principalmente, como foi a vida desta mulher forte e lutadora que é Maria das Graças Silva.

Acho muito interessante como o curta não tem como o foco a própria Rhany Merces que é uma mulher trans e que já traria muita história e força para o filme. A simplicidade de Rhany querer focar em sua mãe sabendo que Maria é a grande responsável de quem é ela hoje mostra a sua essência de que o feminino é muito além do que só a figura física. A história dessas quatro figuras femininas que é Maria das Graças, Rhany Merces, Ana Paula e a gata Nina é simplesmente linda e inspiradora para outras famílias de LGBTs.

Rô Vicente escreveu esta crítica em colaboração ao FOdA Fora do Armário, editoria LGBT+ da Mídia NINJA, a partir da exibição do filme no Festival AudioTransVisual

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