Larissa Piauí | Copa FemiNINJA

Foto: Divulgação Mineirão

No Brasil, a cultura do futebol ainda é majoritariamente masculina e machista dentro e fora de campo. Ambiente que falta apoio financeiro e estrutura para mulheres, mas que sobra preconceito e é mais raro ainda ocuparem cargos na preparação física, administração, diretoria.

No interior ou na capital a história não muda muito, pouca estrutura para mulheres nos estádios e representatividade quase ausente nas diretorias e administrações dos clubes são fatos recorrentes. No entanto, a conquista de espaços que antes não eram possíveis encontrar mulheres mostram isso:

Samara Chagas Baccon, preparadora física do Rolândia Esporte Clube na cidade de Rolândia, norte do Paraná, conta a experiência de ser a única mulher a ocupar esse cargo no Paraná e como conquistou este espaço com respeito mesmo diante a dúvidas e obstáculos. Por ser mulher, Samara, enfrenta dificuldades que que homens não precisam passar, como o fato dos estádios não terem banheiro destinado para as mulheres nos vestiários.

 

Isabela Cavalheiro, assessora de imprensa do Paraná Soccer Technical Center – PSTC em Londrina no Paraná, relata o dia dia no clube que tem tradição de ter mulheres como jornalistas e foco em revelar talentos para o futebol nacional e internacional. Apesar de ter confiança e respeito do clube, ainda é um exceção na área e precisa conquistar cada vez mais espaço.

 

A história está mudando e o fato dessas mulheres estarem trabalhando no futebol e com o futebol, já é um sinal disso. O caminho está sendo trilhado aos poucos e mesmo assim já abriu a portas para muita gente, mas ainda é longo e o que é possível fazer neste momento é dar maior visibilidade e credibilidade para as mulheres no futebol.

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