Gustavo de Conti: o novo técnico da seleção masculina e a esperança do basquete brasileiro

Gustavo de Conti: o novo técnico da seleção masculina e a esperança do basquete brasileiro

Anunciado nesta semana, o ex-jogador brasileiro ainda contará com o auxiliar técnico e ex verde amarelo Tiago Splitter

Gustavo apontando o escrito ‘Brasil’ sobre o peito. (Foto: Divulgação / CBB)

Por Vitor Hugo e Danilo Lysei

Desde a década de 2000, foram diversas crises políticas na Confederação Brasileira de Basketball (CBB). Para começar uma história sem os velhos hábitos, a seleção passou a ser comandada por técnicos estrangeiros e foi criado um novo torneio em 2008, o Novo Basquete Brasil, um campeonato mais competitivo graças aos investimentos nos clubes e na formação de jogadores.

O cenário começou a mudar com a classificação para as Olimpíadas de Londres 2012 e com as conquistas dos clubes nacionais em competições internacionais. Porém, o encaixe dos treinadores estrangeiros não foi como o esperado e o Brasil voltou a ficar fora dos jogos Olímpicos de Tóquio, em 2021.

Para voltar a brilhar também com a amarelinha, a CBB decidiu convocar, após 13 anos, um brasileiro para treinar a equipe masculina. O anúncio do novo técnico e esperança para a seleção foi feito na última segunda-feira (20), pela CBB.

Gustavo de Conti não é só uma grande mente tática. Ele foi fundamental na formação de tantas das nossas jovens estrelas e agora tem o desafio de formar um grupo mesclando: uma nova geração muito talentosa em ascensão com a experiência de alguns craques que estão perto de se aposentar.

Com quase 24 anos de carreira, ele ganhou seu primeiro título como treinador aos 18 anos, dirigindo a categoria sub-12 do Ypiranga. Ganhou destaque ao ser multicampeão pelo Paulistano e se transferiu para o Flamengo, sendo o atual vencedor do NBB e da Champions League das Américas.

“É a realização de um sonho e um desafio na minha carreira. Desde que comecei como treinador de basquete, nas categorias de base do Ypiranga e depois no Paulistano, por quase 24 anos de carreira, trabalhei com esse objetivo”, contou o ex-camisa 10 ao Globo Esporte.

A boa notícia para os rubro-negros é a conciliação do time com a seleção. Depois de uma rápida passagem como assistente técnico em 2012, ele assume a equipe principal já se preparando para o primeiro desafio: em novembro, o Brasil encara o Chile pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2023 que terá jogos no Japão, Indonésia e Filipinas.

Gustavo sobre o comando do Flamengo (Foto: João Pires / LNB)

Em colaboração à potência de Conti, a CBB anunciou também, nesta quinta-feira (23), Tiago Splitter como auxiliar técnico no comando da seleção. O ex-pivô do San Antonio Spurs e da seleção brasileira já atuava há quase duas décadas fora do país, quando em 2018 encerrou a carreira nas quadras. Como Gustavo, carrega diversos títulos de carreira, inclusive a marca de primeiro brasileiro campeão da National Basketball Association (NBA).

“Para mim é um orgulho enorme estar na comissão técnica da Seleção depois de muitos anos jogando como atleta. Poder ajudar o meu país na comissão técnica com o Gustavo De Conti.”, narrou em entrevista ao Globo Esporte.

Últimos lances

Torcedores e entusiastas sabem bem como a não participação de Tóquio 2020 foi uma realidade de difícil superação. Após o triunfo sobre a favorita Grécia por 79 a 78, recolocação na chave e avanço às quartas, no mundial em setembro de 2019, a seleção masculina trouxe a expectativa de vermos a camisa verde e amarela vibrando nas quadras olímpicas.

Após quase dois anos e atividades em ritmo menor por conta da pandemia, em uma decisão há poucos dias para a edição, o Brasil foi vencido pela Alemanha por 75 a 64. Sobre uma disputa marcada por erros de ambos os lados e tensões de viradas, o sonho foi superado e administrado, por fim, pela seleção europeia no último quarto.

Em Tóquio, a rival alemã ficou em 3º lugar pelo grupo B e sequer avançou à semi.

Juntos, Gustavo de Conti e Tiago Splitter, com uma nova filosofia de trabalho para seleção, trabalharão ainda para a Copa América de 2022, sediada em casa, e para a recolocação da seleção brasileira nas Olimpíadas em Paris 2024. De cá, fica a expectativa para os próximos e melhores lances em quadra. Na torcida!

Brazilian Storm: Brasileiros chegam às finais da WSL, têm título inédito consagrado e estão entre os melhores do mundo

Brazilian Storm: Brasileiros chegam às finais da WSL, têm título inédito consagrado e estão entre os melhores do mundo

Após disputar duas vezes com o brasileiro Filipe Toledo, o surfista de Maresias acertou backflip na bateria e levou marca histórica ao país; Tatiana Weston-Webb é vice no feminino

Por Danilo Lysei para NINJA Esporte Clube

Foto: WSL / Thiago Diz

Gabriel Medina, 27, venceu nesta terça-feira (14) a World Surf League Finals 2021 e consagrou-se tricampeão mundial do surfe, inédito ao Brasil. Depois de vencer por duas vezes o brasileiro Filipe Toledo, 26, nas ondas da Lower Trestles, San Clemente, Califórnia (EUA), o surfista das praias de Maresias cravou o seu nome entre os maiores nomes do surfe mundial.

A vitória ocorreu após Medina encerrar a segunda e última bateria com backflip (9.03) e fechar com 17,53 sobre a pontuação do companheiro Filipinho. O título do surfista profissional se soma às outras duas conquistas de 2018 e 2014, quando levou pela primeira vez a vitória do esporte em um mundial para o Brasil.

“Conquistei o meu maior objetivo no surfe. Estou chorando agora porque é um mix de emoções. Estou feliz, emocionado. Sou feliz de fazer parte desse time (brasileiro). Eles me puxam e eu puxo o nível deles”, disse em entrevista ao Globo Esporte.

Tatiana Weston-Webb, 25, única brasileira classificada para a final, levou o segundo lugar na disputa feminina e se torna a 3ª brasileira a ser vice-campeã no Mundial de Surfe. A gaúcha e havaiana ficou atrás da norte-americana Carissa Moore, 29, que venceu de virada na bateria final por 16,60 e fechou 2/3 a seu favor.

Prova

Em uma prova marcada por pressão, reviravoltas e até interrupção por tubarão, a maré já estava para as lendas brasileiras do surfe, só bastava saber para quem?

No masculino, Gabriel chegou como líder do ranking e favorito à decisão, só aguardando o vencedor do mata-mata dos outros 4 competidores para o show das baterias finais. Competiam: o atual campeão olímpico Italo Ferreira (BRA), Filipe Toledo (BRA), Conner Coffin (EUA) e Morgan Cibilic (AUS).

No feminino, Tati, 2º lugar no ranking, às costas apenas de Carissa Moore (EUA), passou direto para as semifinais contra Sally Fitzgibbons (AUS). Nas eliminatórias competiam também pelo troféu: Stephanie Gilmore (AUS) e Johanne Defay (FRA).

Entre os homens, Filipinho venceu Italo Ferreira nas semis e foi à “melhor de três” com Medina na final. Na prova, o surfista de maresias fechou a 1ª bateria 16,30 x 15,70 e a 2ª bateria com 17,53 x 16,36, levando o título mundial. Entre as manobras, destaque para a rasgada + aéreo frontside grab do Gabriel na primeira série de ondas que consagrou um nota 9 – maior do dia, e o backflip da vitória. Toledo desenhou uma série de rasgadas numa única onda da bateria 2 e fez ali sua melhor performance.

Já entre as mulheres, Tatiana venceu a australiana Sally Fitzgibbons nas semis e foi às baterias da final com favoritismo. Abriu com vitória de 15,20, a primeira dentre as três baterias, mas perdeu na 2ª por 17,26 x 15,60 e 3ª por 16,60 x 14,20, assumindo o segundo lugar no pódio. Entre as manobras, o backside da brasileira na bateria número 1 merece destaque.

A WSL Finals 2021 teve a definição dos campeões mundiais da temporada, tanto masculino quanto feminino, em um único dia de competição, sendo a disputa feita pelos 5 primeiros dos rankings de cada gênero. A final teve cobertura integral feita pelas redes sociais da WSLBrasil, ao vivo, com apresentação dos brasileiros presentes, vídeos das baterias e explicação das manobras, aos leigos da modalidade.

Saiba onde assistir aos Jogos Paralímpicos que começam amanhã

Saiba onde assistir aos Jogos Paralímpicos que começam amanhã

Foto: Alex Davidson / Getty Images

Nesta terça-feira (24), começam os Jogos Paralímpicos de Tóquio e não vemos a hora que acompanhar os paraatletas e o Time Brasil no maior evento esportivo do mundo.

A Cerimônia de Abertura acontece a partir das 8h (horário de Brasília) desta terça-feira (24). Para quem deseja assistir ao vivo a abertura e as disputas das 22 modalidades, seguem algumas dicas de canais:

Assim como ocorreu com a Olimpíada de Tóquio, a cerimônia de abertura, os jogos e as provas da Paralimpíada serão transmitidos pela SporTV na TV paga. Pela internet, é possível assistir pelo serviço de streaming Globoplay, mas apenas assinantes do pacote Globoplay + Canais terão acesso ao conteúdo da Paralimpíada na plataforma.

Na TV aberta, o compacto da Cerimônia de Abertura, que vai ao ar às 11h30 da terça-feira (24), dá início à cobertura da TV Globo. A Globo também transmitirá partidas decisivas do futebol de 5, se o Brasil estiver na briga por medalhas.

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) também terá ampla cobertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, que acontecem de 24 de agosto a 5 de setembro. A TV Brasil transmite ao vivo a cerimônia de abertura e a solenidade de encerramento, além das principais competições nas diferentes modalidades, com destaque para a participação dos atletas brasileiros. A Agência Brasil, a Rádio Nacional e as redes sociais da EBC também reforçam a cobertura.

“Segurem minha mão”, atleta afegã pede ajuda para se tornar a primeira mulher do país a competir as Paralimpíadas

“Segurem minha mão”, atleta afegã pede ajuda para se tornar a primeira mulher do país a competir as Paralimpíadas

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Através de um vídeo enviado à Reuters pelo Comitê Paralímpico Afegão, divulgado hoje (17), a atleta Zakia Khudadadi pediu ajuda para conseguir realizar seu sonho de competir no Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020.

A lutadora de taekwondo seria a primeira mulher a representar o país no evento, mas devido à tomada do governo pelo grupo fundamentalista islâmico Talibã, todos os voos comerciais foram cancelados, impedindo a saída da delegação.

“Peço a todos vocês, sou um mulher afegã, e como representante das mulheres afegãs peço a vocês que me ajudem. Minha intenção é participar dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, por favor, estendam-me a mão e me ajudem”, disse a atleta.

Khudadadi e o competidor do atletismo Hossain Rasouli, integrantes da delegação afegã, deveriam ter desembarcado em Tóquio nesta terça-feira, mas não conseguiram voo.

Brasil está a 13 medalhas para alcançar as 100 de ouro nas paralimpíadas

Brasil está a 13 medalhas para alcançar as 100 de ouro nas paralimpíadas

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Por Deisy Nascimento para Cobertura Colaborativa NINJA Esporte Clube

O Brasil tem um histórico incrível relacionado às paralimpíadas! E nos Jogos Paralímpicos de Tóquio chega com uma meta bastante especial, a de fazer história em busca da centésima medalha de ouro.

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) está otimista e buscará com os atletas brasileiros alcançar a histórica marca.

Para quem ainda não sabe, as primeiras conquistas vieram em 1984, nos Jogos de Nova York e Stoke Mandeville. Na ocasião, foram sete medalhas de ouro, 17 de prata e quatro de bronze. Uma das pioneiras foi Márcia Malsar, ela subiu ao lugar mais alto do pódio na prova nos 200m rasos. “Fiquei muito emocionada quando subi ao lugar mais alto do pódio. Foi muito lindo!”, disse Márcia, que está com 61 anos.

Em 2016 nos jogos disputados no Rio de Janeiro, a delegação brasileira conquistou 14 medalhas de ouro, e se for feita uma avaliação em relação a edição passada das paralimpíadas, existe uma grande possibilidade dessa meta ser alcançada.

A delegação brasileira estará em Tóquio com 253 atletas competindo. Essa é maior delegação da história em um evento fora do país.

E a Ninja Esporte Clube está na torcida para que os atletas alcancem essa meta histórica.

Felipe Wu pode ser o 1º brasileiro a ganhar medalha em Tóquio

Felipe Wu pode ser o 1º brasileiro a ganhar medalha em Tóquio

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Por Mateus Reis para a cobertura colaborativa da NINJA Esporte Clube

Único representante do Brasil no Tiro Esportivo, Felipe Wu quer repetir o desempenho do Rio em 2016 e conquistar sua segunda medalha olímpica. Prata há 5 anos, ele quer fazer história e buscar o tão sonhado ouro. Wu entra em ação daqui a pouco, às 3h30 da manhã deste sábado!

As classificatórias e as finais do Tiro Esportivo acontece na madrugada do dia 23 para o dia 24 de julho.

O pesadelo do antidoping que assombra os atletas olímpicos

O pesadelo do antidoping que assombra os atletas olímpicos

Uma extensa lista de substâncias químicas e o risco de não compreender ou detectá-las antes de consumi-las traduzem a ansiedade dos atletas que realizam os testes de controle de dopagem

Foto: Osvaldo F./Contrapé

Por Rafael Callegari

A atleta do lançamento de disco, Fernanda Borges, é a segunda brasileira a ser cortada das Olimpiadas de Tóquio em razão de doping. Ela teve resultado positivo anunciado no início do mês de julho, quando se detectou a presença de ostarine no organismo da atleta, e aguardava-se julgamento.

Para preservar a igualdade de condições entre os atletas durante o transcurso das edições dos Jogos Olímpicos e outros eventos multidesportivos, os organismos desportivos vêm aprimorando as técnicas de detecção de substâncias que promovam ganho de desempenho ou qualquer facilitação na prática desportiva.

A testagem dos atletas passou a ser obrigatória, dentro das competições e fora delas. Se eventualmente o atleta necessitar utilizar uma substância que seja proibida pelas agências de antidoping, precisa comunicar sua federação e obter autorização para uso terapêutico. Caso contrário, corre o risco de ser suspenso, ficar fora de competiçoes importantes, devolver medalhas ou, em situações gravíssimas, o banimento.

A presença de substâncias químicas no organismo dos competidores passou a ser motivo de preocupação justamente quando uma tragédia abalou o esporte. Durante os Jogos Olímpicos de Roma, em 1960, o dinamarquês Knud Enemark Jansen, de apenas 23 anos, disputava a prova de ciclismo 100km, quando passou mal e veio a óbito. Exames apontaram a presença de roniacol, um vasodilatador. Estudos começaram a ser realizados para identificar essas substâncias, proibi-las e detectá-las.

No mundo olímpico, a fiscalização antidoping se iniciou nos Jogos da Cidade do México, em 1968 – e no primeiro caso, a culpada foi a cerveja.

Durante os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio, oito atletas foram flagrados nos testes antidoping. Os Jogos Olímpicos de Tóquio, a poucos dias de seu início, já registrou o primeiro caso, com a detecção de hormônio do crescimento na urina do atleta brasileiro Fernando Reis, do LPO (Halterofilismo).

Fernando era promessa de pódio nesta edição das Olimpíadas, vindo de três medalhas de ouros nos Jogos Panamericanos e com vários outros títulos no currículo. Progredindo suas cargas ano a ano, recorde atrás de recorde, a expectativa era grande. A decepção quando a Agência Brasileira de Antidopagem o suspendeu preventivamente, também.

Outra promessa de medalhas, a judoca Rafaela Silva amarga a mesma frustração. Ela testou positivo para fenoterol nos Jogos Panamericanos de Lima em 2019. No final de 2020, A Corte Arbitral do Esporte manteve a punição de exclusão de dois anos do esporte, retirando-a da edição destas olimpíadas.

Foto: Abelardo Mendes Jr / Rededoesporte

O temido banimento

A atleta da natação Rebeca Gusmão, foi a primeira brasileira que recebeu a punição mais grave do esporte, o banimento. Ela testou positivo para testosterona em antidoping realizadado nos Jogos Panamericanos do Rio em 2007, perdendo suas quatro medalhas conquistadas (duas de ouro, uma de prata e uma de bronze).

O Antidoping e as Olimpíadas

O primeiro caso antidoping relacionado às Olimpiadas ocorreu nos Jogos da Cidade do México em 1968, quando o exame no pentatleta moderno da Suécia, Hans-Gunnar Liljenwall, acusou para a presença de álcool no sangue. O atleta confessou ter tomado duas cervejas para se tranquilizar para a competição. Perdeu a medalha de bronze que havia conquistado.

O primeiro campeão olímpico que testou positivo no antidoping foi Rick Demont, ex-nadador norte-americano, nos Jogos Olimpicos de Munique em 1972. Ele conquistou a medalha de ouro nos 400 metros livre, mas a detecção de enfedrina (acelara metabolismo) lhe cassou a conquista.

O velocista canadense Ben Johnson foi flagrado no antidoping por uso de esteróides anabolizantes logo após conquistar sua medalha de ouro nos 100m rasos nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988. Além de perder a medalha, foi banido do esporte.

Confissão em um programa de televisão derrubou o mito do ciclismo Lance Armstrong, dos EUA, que foi medalhista de bronze nos Jogos de Sidney em 2000.

Outra esportista do atletismo que confessou ter utilizado anabolizantes na preparação para as Olimpíadas de Sidney foi Marion Jones, dos EUA. Em razão da dopagem, ela obteve medalhas nas cinco provas que disputou, três de ouro e duas de bronze. Além de devolver as medalhas, foi banida do esporte.

O atleta grego Konstantinos Kenteris ganhou a medalha de ouro nos 200 metros rasos nos Jogos de Sidney, mas não compareceu ao exame por ter sofrido um acidente de moto (muitos acreditam ter sido simulado) com a namorada Ekaterini Thanou, medalha de prata nos mesmos Jogos, na prova de 100m. O não comparecimento do casal em outras duas convocações gerou suspeita. Na véspera das Olimpíadas de Atenas, em 2004, Konstantinos se retirou voluntariamente e Ekaterin foi suspensa por faltar à convocação antidoping. O julgamento do caso rendeu punição de 4 anos ao treinador do casal.

A atleta de salto em distância brasileira Maurren Maggi caiu no antidoping em 2003, sendo atestado o uso de clostebol. Isso a retirou dos Jogos Olimpicos de 2004, em Atenas. Após cumprir a suspensão, voltou as pistas e se tornou a primeira campeã olímpica do Brasil em esporte individual, nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008.

O atleta de volei brasileiro Giba teve sua participação nos Jogos de Atenas ameaçada quando testou positivo para cannabis sativa (maconha) em 2002. A punição para esta infração pode chegar a dois anos, o que o retiraria dos jogos, mas a Federação Italiana de Volei o puniu com dois meses de suspensão.

Os Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, foi a edição que registrou o maior número de casos antidoping. Foram 25 ao todo, retirando a medalha de ouro de oito atletas.

A jogadora de volei brasileira Jaqueline Carvalho correu o risco de ficar de fora das Olimpíadas de Pequim de 2008 quando testou positivo para sibutramina (moderador de apetite) em julho do ano anterior aos jogos olímpicos. A decisão final foi de suspensão por três meses, o que permitiu que participasse da equipe que conquistou o primeiro ouro olímpico para o volei feminino.

O nadador Cesar Cielo quase ficou de fora dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012, ao testar positivo para furosemida (diurético que inclusive oculta outras substâncias proibidas) em 2011. O laboratório de manipulação utilizado pelo atleta admitiu o erro, por ter causado contaminação de outra medicação permitida. O Tribunal Arbitral do Esporte decidiu apenas pela advertência.

Outro atleta que teve o sonho de participação dos Jogos Olímpicos de Londres em 2012 em perigo foi a ginástica Daiane dos Santos, que também testou furosemida. Admitindo que usou para fins de tratamento e não para ganho de desempenho, a atleta escapou da punição máxima e pegou suspensão de cinco meses. A atleta ficou em 12 lugar na competição.

Pedro Solberg, do vôlei de praia, é outro atleta que teve sua participação das olimpíadas ameaçadas, em 2011, ao testar positivo para esteroide androstane. O atleta foi absolvido quando novos exames provaram erro na testagem por parte do laboratório.

Nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, tivemos o primeiro registro de atleta brasileiro flagrado no antidoping durante a competição. A atleta do remo Kissya Cataldo testou positivo para o estimulante EPO, sendo eliminada da competição.

A delegação russa ficou integralmente sob suspeita após relatório da Agência Mundial Antidopagem (WADA) confirmar que amostras de controle de doping tinham sido destruídas em 2014 no laboratório russo antidopagem. O resultado foi a desclassificação para as Olimpíadas de 2016 e banimento da Rússia de eventos desportivos por dois anos (de dezembro de 2019 a dezembro de 2021). Os atletas do país até podem competir nos Jogos de Tóquio, mas em bandeira branca (neutra).

E não é somente na Rússia onde houve estratégia estatal para dopar os atletas em busca de melhores performances. Entre os anos 70 e 80, antes da unificação alemã, a então Alemanha Oriental forçou atletas a consumir fármacos que melhoravam o rendimento causando inclusive problemas de saúde permanentes aos competidores.

E se você acha que somente os atletas humanos passam pelo antidoping, saiba que os animais utilizados nas competições também! Estamos falando dos cavalos do hipismo que também têm um conjunto de substâncias proibidas foras de competição e em competição. E justamento um caso de doping envolvendo o cavalo Waterford Crystal, do atleta irlandês Cian O’Connor, que o fez perder a medalha de ouro nos Jogos de Atenas em 2004. Bom para o brasileiro Rodrigo Pessoa, que herdou a medalha.

Mas em 2008, nos Jogos de Pequim, foi a vez do cavalo do próprio Rodrigo Pessoa ser flagrado no antidoping, além do animal que era utilizado pelo atleta Bernardo Alves, resultando na desclassificação de ambos.

Atletas que já encararam antidoping e estarão nas Olimpíadas

Gabriel dos Santos é um dos atletas da natação brasileira em Tokyo e vai disputar os 100m livres e o revezamento 4×100 livre. Ele caiu no antidoping em 2019 com a detecção do anabolizante clostebol, tendo sido suspenso por 8 meses. Retornou aos treinamentos em 2020 após ser absolvido na Corte Arbitral do Esporte e se classificou para as Olimpiadas.

Outro atleta com vaga para as Olimpíadas de Tóquio e com antidoping positivo é o velejador Jorge Zarif, que testou positivo nos eventos testes para os Jogos Olímpicos, em 2019, para tamoxifeno, aceitando a suspensão preventiva dada pela Autoridade Brasileira de Antidopagem. O atleta admitiu o uso, feito por recomendação médica, que evitaria intervenção cirúrgica. Para estes casos, existe a Autorização para Uso Terapêutico, que impede punições quando o uso é justificável para a saúde do atleta, não possa ser utilizada outra medicação permitida, e com comunicação prévia à autoridade antidopagem. O atleta não seguiu adequadamento aos critérios e por isso o Tribunal de Justiça Antidopagem o suspendeu por 12 meses. Com a punição cumprida, e graças ao adiamento para este ano de 2021, o atleta segue firme nos Jogos de Tóquio.

Etiene Medeiros, atleta da natação, irá disputar o revezamento 4×100 livre feminino e os 50m livre. Ela testou positivo em 2016 na preparação para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro e foi inocentada no mesmo ano, quando o STJD entendeu que não houve dolo nem negligência da atleta.

A velocista Ana Claudia Lemos não competiu nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em razão de uma lesão no joelho, mas quase o motivo foi outro. Após realizar teste antidoping, o exame acusou a presença de oxandrolona. A atleta sustentou que houve contaminação pelo laboratório de manipulação, aceitando cumprir a suspensão de cinco meses. Está no rol de atletas das Olimpiadas de Tóquio e competirá nos 4×100 rasos.

O skatista Pedro Barros caiu no antidoping por uso de cannabis sativa em 2018 e cumpriu suspensão de 6 meses. É uma das promessas de medalhas em Tokyo, com a estreia do esporte na edição.

Tóquio 2020: Brasil terá maior delegação em Jogos Olímpicos fora de casa

Tóquio 2020: Brasil terá maior delegação em Jogos Olímpicos fora de casa

Foto: Reprodução Trivela

Nas Olimpíadas de Tóquio, Brasil terá 301 atletas, um recorde para competições “fora de casa”. O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) anunciou em coletiva na última terça-feira (13) a definição da delegação.

A maior equipe brasileira em jogos fora do país havia competido em Pequim 2008, com 277 atletas. Na Rio 2016, foram 465 representantes, o número foi grande justamente por conta de a competição ser no país, onde algumas modalidades garantem classificação automática.

Dos 301, Uma atleta segue aguardando a liberação para Tóquio 2020. Trata-se de Fernanda Borges, do lançamento de disco. Ela está suspensa provisoriamente por doping e passará por julgamento na próxima semana.

Em Tóquio, o Brasil contará com 161 homens e 140 mulheres.

Quem são as atletas trans que participarão de Tokyo 2020

Quem são as atletas trans que participarão de Tokyo 2020

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TRANS EM TOKYO! Laurel Hubbard, Halterofilista da Nova Zelândia, será a primeira atleta transgênero a competir nos Jogos Olimpíadas de Tóquio 2020 e vai competir na categoria feminina de 87 quilos.

A classificação para Tóquio 2020 veio em maio após uma mudança de regra, que garantiu a ela uma vaga na categoria superpesados.

Ela foi confirmada como elegível para os jogos olímpicos este ano depois de cumprir os critérios da Federação Internacional de Halterofilismo, do Comitê Olímpico Internacional e do Comitê Olímpico da Nova Zelândia.

Chelsea Wolfe, do ciclismo, é da equipe reserva norte-americana de BMX freestyle. Ativista pelos direitos LGBTQIA+, fala do tema em suas redes sociais e entrevistas.

“Estou processando lentamente, aos poucos, o quão emocionante isso é”, afirmou. “Acho que não entendi totalmente como é emocionante e é incrível chegar tão longe com esse meu sonho, ao qual dediquei minha vida nos últimos cinco anos.”

Wolfe é a terceira colocada no ranking dos EUA.

Após pressão, atletas lactantes poderão leva seus filhos às Olimpíadas de Toquio

Após pressão, atletas lactantes poderão leva seus filhos às Olimpíadas de Toquio

Foto: Reprodução Instagram Alex Morgan

Após muita pressão, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de Tóquio anunciou que vai permitir que atletas que amamentam seus filhos levem os bebês para Tóquio.

Elas não poderão se hospedar na vila olímpica, somente em hotéis oficiais, mas agora conseguirão que suas crianças sejam aceitas no Japão.

“Após uma consideração cuidadosa da situação única que as atletas enfrentam com crianças que amamentam, temos o prazer de confirmar que, quando necessário, as crianças que amamentam poderão acompanhar as atletas no Japão”, disse um porta-voz do comitê organizador à Reuters.

Com informações da reportagem de Demétrio Vecchioli para o Uol.

Federação proíbe utilização de toucas para cabelos crespos nas Olimpíadas de Tóquio

Federação proíbe utilização de toucas para cabelos crespos nas Olimpíadas de Tóquio

Foto: Lance!

No final do ano passado, a Soul Cap, empresa de acessórios de natação que tem como carro-chefe toucas de borracha para cabelos crespos, solicitou a Federação Internacional de Natação (FINA) que suas toucas pudessem ser usadas em competições oficiais, entre elas as Olimpíadas.

Nesta semana a federação informou que não irá permitir as toucas em nenhum tipo de competição reconhecida pela entidade porque os atletas competidores “nunca usaram nem exigem o uso de toucas desse tamanho e configuração” e elas não se ajustavam “à forma natural da cabeça”.

A natação é uma das modalidades onde a desigualdade no número entre atletas negros e brancos se escancara.

No Brasil, nem 6% dos atletas que já representaram o país em olimpíadas, em 100 anos, desde a primeira participação em Antuérpia 1920, eram negros.

O primeiro atleta negro a representar o país na modalidade em olimpíadas foi Edvaldo Valério, o bronze no revezamento 4×100 livre em Sydney 2000.

Naomi Osaka não jogará em Wimbledon, mas disputará os Jogos Olímpicos

Naomi Osaka não jogará em Wimbledon, mas disputará os Jogos Olímpicos

Foto: Peter Menzel

Segundo seus representantes, Naomi Osaka não disputará o Torneio de Wimbledon neste ano. Porém, confirmou presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

A tenista está focada em passar um tempo com a família e amigos, mas está em preparação para Tóquio.

“Ela está passando algum tempo com amigos e família. Ela estará pronta para as Olimpíadas e está animada para jogar na frente de sua torcida”, Comunicou os representantes.

A tenista está afastada das quadras desde o início do Grand Slam de Roland Garros, após desistência para cuidar de sua saúde mental.

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Ketleyn Quadros é a 5ª no Mundial de Judô e garante vaga para Tóquio

Ketleyn Quadros é a 5ª no Mundial de Judô e garante vaga para Tóquio

Foto: Roberto Castro / rededoesporte.gov.br

Pelo Mundial de Judô em Budapeste, na Hungria, Ketleyn Quadros perdeu o duelo pela medalha de bronze contra a holandesa Sanne Vermeer na categoria até 63kg.

Com o quinto lugar conquistado, a judoca se classificou matematicamente para as Olimpíadas de Tóquio e também como uma das oito cabeças de chave da competição, o que faz com que não enfrente as principais favoritas nas primeiras rodadas.

Ketleyn é medalhista de bronze nos jogos olímpicos de Pequim 2008, e teve seu melhor resultado em mundiais neste ano.

O Campeonato Mundial de Judô é a última oportunidade de pontuar para ranking de classificação olímpica.

Jogadores da Seleção já decidiram não disputar a Copa América, diz jornal

Jogadores da Seleção já decidiram não disputar a Copa América, diz jornal

Foto: Reprodução

Segundo informações do ‘Diario As’, da Espanha, os jogadores da Seleção Brasileira já estão decididos em não jogar a Copa América. Os jogadores da seleção brasileira debatem a realização da Copa América no Brasil e o técnico Tite ainda não confirmou a participação da seleção na competição. Após Argentina e Colômbia se recusarem a sediar o torneio, Jair Bolsonaro autorizou a realização do torneio no Brasil, mesmo o país se aproximando dos 470 mil mortos por Covid-19.

Segundo a reportagem do jornal espanhol publicada nesta sexta-feira, os jogadores da Seleção Brasileira foram tomados de ‘espanto e indignação’ quando souberam da mudança de sede da Copa América através da imprensa, sem alguma espécie de aviso por parte da CBF.

Isso teria feito os jogadores da seleção, que já estão na Granja Comary se preparando para dois jogos (hoje e terça-feira), se questionarem do por que o Brasil aceitou sediar a competição. Além da seleção brasileira, outros países também estão tendo o mesmo debate, já que os atletas convocados tem contato frequente com outros jogadores de outras seleções.

O clima é de tamanha incerteza, que as entrevistas marcadas com os jogadores foram canceladas, e Tite disse que só irão externar a opinião já tomada do time, após os jogos. O Brasil enfrenta o Equador nessa sexta-feira (4), e joga contra o Paraguai na próxima terça-feira (8).

O contexto da chegada a Porto Alegre também colaborou com a posição contrária dos jogadores. Há relatos que a circulação de pessoas no hotel em que a seleção está hospedada gerou preocupações. A FIFPro, organização mundial que representa os atletas profissionais de futebol, publicou um comunicado que estimula a não-participação dos jogadores na Copa América, devido ao “número alarmante de casos de Covid-19” no Brasil.

Todo esse clima contrário tem piorado a situação do presidente da CBF Rogério Caboclo, que tem recebido críticas de dirigentes de clubes, de presidentes de federações estaduais e de membros da CBF devido a sua postura “inapropriada para o cargo”. Caboclo também teria ameaçado demitir o coordenador da seleção Juninho Paulista, caso a crise dos jogadores não seja resolvida favorável ao torneio.