Corinthians vence Flamengo e está na final do Brasileirão

Corinthians vence Flamengo e está na final do Brasileirão

 Imagem: Bruno Teixeira/ Ag. Corinthians

Para essa importante decisão Arthur Elias pelo Corinthians escalou Lelê, Katiuscia, Mimi, Pardal, Juliete, Erika, Gabi Zanotti, Vic Albuquerque, Tamires, Grazi, Millene.

Ricardo Abrantes escalou Kaká, Larissa, Day, Andressa e Fernanda Palermo, Bia Menezes, Ju e Gaby, Flávia, Ana Carla e Rafa Barros.

Nos primeiros minutos de jogo, as meninas da Gávea estavam com um frequente ataque mas eram sempre neutralizadas pelas corinthianas. O primeiro gol saiu só aos 41, Tamires carrega a bola e faz um belo gol à esquerda da goleira rubro negra.

Com uma bela vantagem já conquistada na casa do Flamengo, o Timão administrou a partida no segundo tempo. E dessa forma, aos 45, Ingryd livre na área, fechou o placar para classificar o Timão.

Corinthians está classificado para final do Brasileirão. Mas sua próxima partida é pelo paulista, semifinal contra a Ferroviária, quarta-feira, às 19h, na Arena da Fonte, em Araraquara (SP).

Histórias de quem trabalha nos bastidores do futebol

Histórias de quem trabalha nos bastidores do futebol

Larissa Piauí | Copa FemiNINJA

Foto: Divulgação Mineirão

No Brasil, a cultura do futebol ainda é majoritariamente masculina e machista dentro e fora de campo. Ambiente que falta apoio financeiro e estrutura para mulheres, mas que sobra preconceito e é mais raro ainda ocuparem cargos na preparação física, administração, diretoria.

No interior ou na capital a história não muda muito, pouca estrutura para mulheres nos estádios e representatividade quase ausente nas diretorias e administrações dos clubes são fatos recorrentes. No entanto, a conquista de espaços que antes não eram possíveis encontrar mulheres mostram isso:

Samara Chagas Baccon, preparadora física do Rolândia Esporte Clube na cidade de Rolândia, norte do Paraná, conta a experiência de ser a única mulher a ocupar esse cargo no Paraná e como conquistou este espaço com respeito mesmo diante a dúvidas e obstáculos. Por ser mulher, Samara, enfrenta dificuldades que que homens não precisam passar, como o fato dos estádios não terem banheiro destinado para as mulheres nos vestiários.

 

Isabela Cavalheiro, assessora de imprensa do Paraná Soccer Technical Center – PSTC em Londrina no Paraná, relata o dia dia no clube que tem tradição de ter mulheres como jornalistas e foco em revelar talentos para o futebol nacional e internacional. Apesar de ter confiança e respeito do clube, ainda é um exceção na área e precisa conquistar cada vez mais espaço.

 

A história está mudando e o fato dessas mulheres estarem trabalhando no futebol e com o futebol, já é um sinal disso. O caminho está sendo trilhado aos poucos e mesmo assim já abriu a portas para muita gente, mas ainda é longo e o que é possível fazer neste momento é dar maior visibilidade e credibilidade para as mulheres no futebol.

Léa Campos: A Primeira Árbitra do Mundo é Brasileira

Léa Campos: A Primeira Árbitra do Mundo é Brasileira

Por Amanda Monte / Copa FemiNINJA

Foto: Arquivo

Asaléa de Campos Fornero Medina, mais conhecida como Léa Campos, é uma mineira de 74 anos que foi a primeira árbitra de futebol profissional do mundo reconhecida pela FIFA. Também é formada em Educação Física e Jornalismo. Mora atualmente em Nova York, nos Estados Unidos.

Sua paixão por futebol começou na época do colégio, quando levava uma bola de meia para jogar com os meninos muito contrariados, pois futebol feminino foi proibido por lei de 1941 a 1979. Anos depois, na época que se formou em jornalismo e trabalhava em rádios mineiras com jornalismo esportivo, concorreu e ganhou diversos concursos de beleza como “Rainha do Carnaval”, “Rainha do Futebol Amador”. Depois da primeira formação, graduou-se em Educação Física e fez o curso da Escola de Árbitros do Departamento de Futebol Amador da Federação Mineira de Futebol , depois de muitos impedimentos começou a trabalhar como árbitra.

Durante o período da ditadura foi presa diversas vezes por ser pega treinando jogadoras mulheres, mas não desistia. Em 1971, teve uma redenção, quando apitou no México um jogo entre Itália X Uruguai. A partir daí surgiram mais oportunidades e começou a ganhar maior destaque nos países europeus e no continente americano. Porém esse maior reconhecimento durou pouco, pois Léa sofreu um acidente de ônibus em 1974, que deixou a árbitra dois anos numa cadeira de rodas e teve que abandonar a profissão. Depois, continuou o tratamento e exames nos Estados Unidos e entre idas e vindas , conheceu seu atual marido o jornalista colombiano Luis Eduardo Medina, com quem se casou e foi morar no país norte-americano.

No ano de 2001, Luis, escreveu a biografia da esposa chamada “ As regras podem ser quebradas” em espanhol. Porém no Brasil, até hoje, nenhuma editora se interessou por uma versão em português do livro.

Depois da recuperação, a ex-árbitra continuou a trabalhar com o esporte através do jornalismo esportivo (algo que ela nunca abandonou) . Atualmente é colunista do jornal Brasillian Press, porém escrevendo sobre política e sempre que pode faz palestras.

 

Foto: Arquivo

Acompanhe as jogadoras da Seleção no Instagram!

Acompanhe as jogadoras da Seleção no Instagram!

Por Karen Rodrigues / Copa FemiNINJA

Em épocas digitais, seguir mulheres referentes nas redes sociais é de lei. E pra dar uma forcinha na febre Seleção Feminina, compartilhamos aqui – É hora de seguir a equipe do Brasil no instagram!

Cristiane Rozeira – Atacante – @crisrozeira

https://www.instagram.com/p/BydDRPrJ1qH/

Se é a dona e proprietária do jogo de estréia que você procura, suas buscas acabaram!

Marta Silva – Atacante – @martavsilva10

Aqui você fica por dentro dos eventos que ela participa – lembre-se que ela é embaixadora global da Boa Vontade da ONU. De quebra, conheça seus cachorrinhos Zoe e Zeca que também contam com um perfil no instagram.

https://www.instagram.com/p/Byax5QJgkk0/

 Aline Reis — Goleira – @alinereisfutbol

A Aline Iniciou sua carreira no clube brasileiro Guarani, no qual jogou por 7 anos e teve passagem pelo Ferroviária. Agora você acompanha ela no insta.

Bárbara — Goleira – @barbaragol1

Fora do Brasil ela já atuou na Suécia e Alemanha e desde 2017 está no Kindermann, em Santa Catarina.

Letícia Izidoro — Goleira – @leticiaizidoro94

A  Letícia sempre defendeu clubes do futebol nacional, hoje mantém contrato com o Corinthians, onde foi campeã brasileira em 2018.

Letícia Santos — Lateral – @2leticiasantos

Você pode vê-la em campo pelo SC Sand, no Campeonato Alemão de Futebol Feminino e no Brasil esteve no XV de Piracicaba e São José.

Tamires Cássia Dias de Britto — Lateral  – @tata_dias10

Jogando na Dinamarca pelo Fortuna Hjørring, a Tatá é medalhista de Ouro em Toronto 2015. Há boatos de que ela está vindo para o Brasil para a próxima temporada!

Mônica Hickmann Alves — Lateral – @monicahickmann

Depois de passar pelo Orlando Pride (EUA) e Madrid (ESP) a Monica está agora no Corinthians!

Kathellen Sousa Feitoza — Zagueira – @kathellensousa

https://www.instagram.com/p/Bx5XyJiocfH/

Atualmente joga pelo Bordeaux, da França e durante a juventude esteve no Louisville Cardinals e UCF Knights.

Daiane — Zagueira – @daianemedeiros_07

Contratada pelo Paris Saint-Germain desde 2018, ela foi uma das últimas convocadas para seleção, depois da lesão do Fabi Simões

Tayla Carolina — Zagueira  – @tayla.92

https://www.instagram.com/p/ByerBN9hmYm/

Tem passagens por clubes nacionais como o Santos, onde conquistou diversos títulos, dentre eles o campeonato da Copa Libertadores da América. Hoje está no Benfinca (POR).

Thaisa Moreno — Meia – @thaisamoreno

https://www.instagram.com/p/BhwlEU_lWKm/

A volante é natural de Xambrê/PR e é jogadora do Milan, participando de seu segundo mundial.

Formiga — Meia

Formiga a brasileira que já participou de todos os mundiais não têm um perfil (😢), mas para nossa felicidade ela está sempre em fotos no perfil de suas companheiras de seleção.

Andressinha — Meia – @andressinha95

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Nova, mas com história!  Segunda Copa, jogou pelo Kindermann de 2010 até 2015 e disputou a Libertadores de 2018 pelo Iranduba (AM). Atualmente está no Portland Thorns FC.

Luana — Meia – @luanabertolucci10

https://www.instagram.com/p/ByI3uiqBlef/

Atualmente defende o Hwacheon KSPO WFC, da Coreia do Sul e a é sua primeira disputa em uma Copa do Mundo pela seleção feminina principal.

Andressa Alves — Atacante – @andressaalves9oficial

No Barcelona desde 2017, já passou pelo Boston Breakers (EUA) e o Montpellier (FRA). É uma das medalhistas de ouro do Pan 2015.

Debinha — Atacante – @debinhaa7

Parte do North Carolina Courage (EUA) desde 2017, ela já foi do  Avaldsnes (NOR) e Dalian Quanjian (CHI). Nos times brasileiros, já passou pelo São José e Portuguesa.

Bia Zaneratto — Atacante  – @biazaneratto

Bia está na seleção desde a última Olimpíadas e hoje está no time Sul Coreano Hyundai Red Angels.

Raquel Fernandes — Atacante – @raquelfernadez07

Começou a carreira no Atlético Mineiro, aos 15 anos. Desde 2014, defende a Seleção Brasileira Feminina, quando disputou a Copa América do Equador.

Geyse Ferreira — Atacante – @geyse_ferreira

https://www.instagram.com/p/Byak-vBlbhT/

A Geyse está hoje no clube português Benfica, onde marcou 16 gols nos seus primeiros quatro jogos.

Camilinha — Lateral – @camilinha94mp

Estreando em Copas do Mundo, a meia-atacante é parceira de Marta no Orlando Pride.

Ludmila da Silva — Atacante – @ludmiladasilva09oficial

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⚽️💪🏿❣️

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Em 2017, ela se tornou a primeira brasileira a jogar pelo Atlético de Madrid, da Espanha, onde deve ficar até 2020.

 

Quem são as últimas 10 melhores jogadoras do mundo FIFA

Quem são as últimas 10 melhores jogadoras do mundo FIFA

Por Emília Sosa | Copa FemiNINJA

Fotos: Ailura, Andreas Nilsson, Fernando Frazão/Agência Brasil, Noah Salzman

O FIFA Best Awards é um evento anual que acontece desde 1991, que visa premiar os melhores personagens de diferentes categorias do futebol, que inclui melhor jogador, melhor goleiro, melhor técnico masculinos e, melhor jogadora e melhor técnica feminina. A votação acontece em diferentes etapas, com 25% da participação dos torcedores através de votação online, e os outros 75% dividido entre técnicos das federações filiadas à FIFA, capitães das seleções e um pequeno grupo de jornalistas esportivos desses países.

Apesar de ser um grande e tradicional evento no mundo futebolístico, a categoria feminina começou a fazer parte desta votação somente em 2001 quando aconteceu a ascensão do futebol feminino.
A primeira mulher a vencer esse prêmio foi a americana Mia Hamm, conquistando seu segundo troféu no ano seguinte. Mas, o nome mais citado entre as premiações foi o da brasileira, Marta, vencendo seis vezes o prêmio, incluindo o último, no ano passado.

Segue abaixo uma relação das 10 melhores jogadoras do mundo FIFA dos últimos dez anos:

Marta – Brasil (2018, 2010, 2009 e 2008)

A maior vencedora do prêmio nos últimos 10 anos é a brasileira Marta que possui 4 dos últimos dez títulos e, seis em toda a sua história. Participando de sua quinta Copa do Mundo, ela saiu do interior de Alagoas para conquistar o mundo. Precisou viajar três dias de ônibus para ter a sua primeira chance de jogar em um time feminino, e foi no Vasco da Gama que encontrou essa oportunidade. Apesar da pouca valorização do futebol feminino no país, Marta se consagrou a melhor jogadora de futebol do Brasil. Atualmente faz parte do elenco do Orlando Pride, clube dos Estados Unidos.

Lieke Martens  – Holanda (2017)

Uma jovem jogadora holandesa que se consagrou quando foi protagonista ajudando a Seleção Neerlandesa na conquista da Eurocopa feminina em 2017. Recebeu o prêmio de melhor jogadora do mundo pela FIFA no mesmo ano. Atualmente atua no Barcelona na Espanha.

Carli Lloyd – EUA (2016, 2015)

Norte-americana que já venceu o prêmio de melhor jogadora do mundo FIFA duas vezes consecutivas. Atuou diretamente na conquista do terceiro Mundial dos Estados Unidos em 2015 que aconteceu no Canadá. Marcou três gols do meio de campo na vitória dos Estados Unidos contra o Japão na final do campeonato. Hoje Carli joga pelo Sky Blue FC dos Estados Unidos.

Nadine Kessler – Alemanha (2014, 2013)

Após as duas conquistas como melhor jogadora, em 2017, Nadine foi nomeada conselheira da UEFA para incentivar o desenvolvimento do futebol feminino na Europa, com a função de supervisionar o esporte e contribuir para o crescimento da modalidade. Com 28 anos de idade, Nadine teve uma aposentadoria precoce devido a uma lesão.

Abby Wambach – EUA (2012)

Fez parte da seleção dos Estados Unidos que ganhou o ouro nas Olimpíadas de 2004 em Atenas e 2012 em Londres. Bastante conhecida pelos seus gols de cabeça, inclusive um dos mais memoráveis foi contra o Brasil nas quartas de final da Copa do Mundo Feminina. Abby está aposentada.

Homare Sawa – Japão (2011)

Venceu o prêmio após conquistar o título da Copa do Mundo de Futebol Feminino em 2011 com o Japão, onde ganhou o título de melhor pontuadora. Hoje com 40 anos Homare defende o INAC Kobe Leonessa, clube de futebol feminino japonês.

NOVOS RUMOS
Com a grande divulgação da 8ª Copa do Mundo de Futebol Feminino, que acontece neste ano, a FIFA decidiu incluir mais duas categorias para no prêmio The Best do futebol feminino. Agora a melhor goleira também será premiada além da escolha da seleção com as melhores jogadoras da temporada.

Todos esses feitos são grandes conquistas para as jogadoras de futebol, que durante anos viveram às sombras do futebol masculino, muitas vezes jogando em situações precárias e sem o reconhecimento merecido. A Copa do Mundo Feminina de 2019 veio para quebrar paradigmas e abrir novos caminhos para o futuro de futebol feminino no mundo.

Liga MX Femenil: o futebol feminino mexicano vivendo uma nova fase

Liga MX Femenil: o futebol feminino mexicano vivendo uma nova fase

Por Mayara Silva | Copa FemiNINJA

Foto: Reprodução Medio Tiempo

Em 2017 o México voltou os olhos para o futebol feminino com o início da Liga MX Femenil, a divisão mais alta do esporte no país. É composto pelas equipes femininas dos principais times da Liga MX, neste ano com 19 times. E esse foi o ponta pé para esquentar todos os setores do futebol, elevando o nível das jogadoras, das organizações e comissões técnicas e trazendo exposição nacional e mundial aos times femininos mexicanos. Sob criticas positivas e negativas, a Liga vem apresentando contínuas mudanças em suas estatisticas demonstrando seu crescimento e consolidação.

Neste ano comemoram o marco de 500 partidas e o aumento de espectadores de 412 mil, em sua primeira edição, para mais de 800 mil. Como na maioria massiva dos países, o México também sofreu e sofre com a cultura machista do futebol. Os mexicanos são um povo que se considera matriarcal, porém a figura da mãe ocupa o mesmo papel dos países patriarcais, as mulheres são donas de casa e mães leoas, porém, cabe a elas também o título de santa. Com elas ninguém mexe.

As mídias do México, mesmo diante do crescimento e consolidação da Liga MX Femenil, ainda não dão evidência ao futebol feminino, seja em suas mídias sociais, pautas ao vivo ou transmissões abertas. As jogadoras de futebol mexicanas também enfrentam os mesmos problemas que as brasileiras, além da visibilidade midiática e o tradicional “futebol não é coisa de menina”, os recortes de investimentos publicitários e do governo são bem inferiores ao dos homens.

Cerca de 90% das jogadoras mexicanas ganham em torno de 6 mil pesos por mês, equivale-se a R$1205,81.

Há quem defenda que essa diferença de trabalho dá-se por conta da competitividade e rendimento em comparação aos times masculinos, entretanto as estatisticas desmentem, as quantidades de gols, por exemplo, em competições são maiores para os times femininos. Já é sabido, quanto mais se falar, assistir e se investir no futebol feminino, mais aumentarão as jogadoras e equipes. Essa ideia de “jogo de homem” traduz a cultura do esporte e a segregação de gêneros reforçando-os socialmente. No fim, a Liga Feminina é bem parecida com a Masculina. Iniciou-se com 18 times organizados em 2 etapas da competição, “Apertura” e Clasura”.

Também regulado pela Federeção Mexicana de Futebol, a Liga surgiu oficialmente em 5 de dezembro de 2016 , foi definido que as equipes deveriam ter 21 jogadoras da categoria sub-23, quatro da sub-17 e 2 da chama- da categoria livre. Todas as jogadoras deveriam ser de nacionalidade mexicana, assim fortaleceria a seleção Mexicana Feminina. Na “Apertura” os times são organizado por chaves, assim todos os times jogam entre si. Na “Clausura” os oito melhores disputam um mata-mata, ou “liguilla”, como chamam no México.

Para 2019 serão aplicadas algumas mudanças. São 19 times, categoria sub-25 e as jogadoras podem ser mexicoamericanas. O crescimento da Liga é visível, em todas partidas os números de espectadores em estádio excedeu às expectativas. Isso é prova concreta da força do futebol feminino. A criação da Liga MX Femenil é justa e mais do que necessária. Os esportes são importantes para a sociedade e o que acontece nesse meio reflete nas massas. Favorecer e incentivar equipes femininas ou prestigiar reconhecer iniciativas como a Liga Mexicana é inigualável. Envia uma poderosa mensagem: o futebol não tem gênero.

A história do time feminino do Grêmio

A história do time feminino do Grêmio

Por Emília Sosa | Copa FemiNINJA

Gurias Gremistas conquistam o Gauchão Feminino | Foto: Gremio.Net

Parte da mobilização a favor do futebol feminino parte de 2016, quando a FIFA apresentou um plano de sua visão do futebol dos próximos dez anos, em que aponta uma maior valorização ao futebol feminino. Em 2017, a Conmebol impôs a obrigatoriedade para que até 2019, os clubes masculinos tenham equipes femininas e, só assim, serão autorizados a participar da Libertadores da América. Uma medida para que a categoria seja valorizada na América do Sul. O Grêmio, assim como outros clubes brasileiros, começou então a pensar no seu projeto. O time feminino surgiu em 2017, resultado de uma parceria com a Associação Gaúcha de Futebol Feminino (AGFF). Desde então as “Gurias Gremistas” vêm conquistando diferentes espaços no futebol feminino gaúcho e brasileiro.

O time feminino do Grêmio já iniciou sua carreira na primeira divisão do Campeonato Brasileiro, denominada, A1, em 2017. Mas no fim do mesmo ano, foi rebaixado pelo Vitória-PE, para a segunda divisão do Campeonato, a A2. Em 2018, o Grêmio assumiu inteiramente a direção da equipe feminina, com o objetivo de preparar e moldar uma equipe competitiva para os próximos anos, já que em 2019, também se tornou obrigatório que os times da primeira divisão do Campeonato Brasileiro, tenham equipes femininas, normas definidas pela CBF em 2017.

A primeira vez que participaram do Campeonato Gaúcho Feminino, as Gurias Gremistas chegaram à final e perderam para o seu principal rival, o Internacional, nos pênaltis, já em 2018, o resultado foi diferente e as Gurias levaram a taça do Estadual para casa, ganhando de 5 a 3 nas penalidades.

Neste ano, ainda na divisão A2 do Campeonato Brasileiro, o time já se classificou para às quartas de final do campeonato e está em busca do seu primeiro objetivo do ano, a classificação para a semifinal, que também garante a vaga na divisão A1 do campeonato de 2020. Com o encaminhamento para a reta final do Brasileiro, o time também visa o início do Campeonato Gaúcho feminino, que acontece no segundo semestre do ano e busca defender o título.

Apesar de recente, o Grêmio já faz investimentos no time feminino, como um estádio exclusivo para treinamento, alojamento e mando de jogos. O estádio Antônio Vieira Ramos, conhecido como Vieirão, fica localizado em Gravataí e pertence ao Cerâmica Atlético Clube, foi alugado pelo Tricolor para a realização das atividades das atletas. Ainda que pequenos esses passos, já impulsionam o futebol feminino, valorizando cada vez mais a atuação das mulheres nesse ambiente.

Mundial femenino: vamos a hinchar por las latinas y caribeñas!

Mundial femenino: vamos a hinchar por las latinas y caribeñas!

Con información de Nodal y EFE

foto: reprodução amoraofortaleza.com

Según el conteo de asistencia de clubes, el duelo oficial de fútbol femenino con más asistencia de aficionados en la historia era el Manchester City vs Birmingham City de la FA Cup, al cual acudieron 35 mil 271 personas en mayo de 2017. Era. Ese récord mundial se lo arrebató la final de la Liga MX Femenil, un juego entre los clubes mexicanos Tigres y Monterrey al cual asistieron 38 mil 230 fans.

Además de ese juego, celebrado el pasado abril, otros seis partidos de fútbol entre mujeres latinoamericanas se encuentran dentro del top 10 con mayor asistencia. Cuatro mexicanos, uno brasileño, y uno colombiano. La revolución de las mujeres pisa cada vez con más relevancia en el fútbol. El Mundial en Francia, con la cancha rebalsada de gente da cuenta de eso.

Ni Ronaldo, ni Messi. La gente va a ver a las pibas jugar. Actualmente tenemos 3 países latinos disputando la copa: Brasil, Argentina y Chile. ¿Por qué es importante apoyar a las selecciones de nuestra región? Acá algunos datos para poner en perspectiva los desafíos de nuestras jugadoras:

Argentina

foto: reprodução

Este será el año de la profesionalización del fútbol para las argentinas. Casi noventa años después de que esa profesionalización llegará al fútbol de los hombres. Esto fue un logro del movimiento feminista dentro del fútbol, de una campaña que tuvo que superar obstáculos como el quite de banderas de las canchas, y también de una mujer que puso su nombre y su cuerpo en favor de la causa, Macarena Sánchez.

Pasar del fútbol amateur a la profesionalización es cosa seria: mayor inversión, mejores salarios, uniformes y cuidados físicos. Para tener una idea de las difíciles condiciones del futbol femenino, a las mujeres de la Selección Argentina se les paga 25 dólares por partido. Por ello, la lucha de las futbolistas en Argentina es lograr que este deporte deje de ser amateur. La jugada más importante hasta ahora fue colectiva.

Brasil

foto: Divulgação

En el país de las de las 5 copas del mundo, el fútbol mueve 282 millones de dólares cada año. De este monto, el porcentaje que perciben las jugadoras es apenas una pequeña fracción. El salario más alto en la liga femenina es de 1,400 USD mensuales, en el club Santos de São Paulo. En la liga masculina, el jugador mejor pagado, Thiago Neves del Cruzeiro, tiene un salario mensual de 270,000 USD. La diferencia con respecto al mejor salario de la liga femenina es de 191 a 1.

Con esto se evidencia que, a pesar del creciente interés del público por el fútbol femenino, y la enorme popularidad de figuras como Marta Vieira Da Silva, considerada una de las mejores jugadoras del mundo, la diferencia de ingresos entre hombres y mujeres sigue siendo abismal. En efecto, Neymar, uno de los mayores jugadores del país y envuelto en un escándalo de violanción, gana R$ 29 millones por año. Marta continúa en la lucha por encontrar un más sponsors y apoyos financieros.

En Brasil, desde 1993 se llevan a cabo de forma ininterrumpida campeonatos de primera división de fútbol femenino. En su edición de 2017, el campeonato femenil batió récords de asistencia en estadios. Las participaciones de la selección nacional femenina en los pasados Juegos Olímpicos tuvieron más audiencia televisiva que la final del campeonato del fútbol masculino de primera división. Pero la liga femenina no se encuentra totalmente profesionalizada. Quedan muchas barreras por derribar aún.

Chile

foto: reprodução

La selección femenina de Chile disputará en Francia el primer Mundial de su historia, el colofón a un año de pequeñas batallas ganadas para tratar de imponerse en la gran guerra final: sacar el fútbol femenino del ostracismo y el subdesarrollo. El fútbol femenino chileno está alzando el vuelo. Es un proceso lento y aún es pronto para pronosticar el alcance de los logros, pero es indudable que soplan vientos de cambio desde la Copa América que se disputó en Chile el año pasado.

Además, se incorporó el fútbol femenino como deporte obligatorio en las ligas escolares, una medida que permitirá incrementar considerablemente la cifra de niñas que juegan a fútbol desde pequeñas. El camino recién comienza.

Jamaica

foto: reprodução

Jamaica es la primera nación caribeña en participar en un Mundial femenino. Sin inversión o apoyos fue haciendo paso a paso su camino hasta llegar a Francia. Su madrina? Una mujer que, como su papá, lleva el amor por el fútbol en la sangre: Cedella Marley, hija del ídolo musical jamaiquino. Todo empezó en 2014 cuando en la mochila de su hijo encontró un flyer donde en la escuela pedían ayuda para revivir la selección femenina de fútbol. Allí se contactó con las chicas y empezaron a trabajar para juntar fondos, apoyos, etc. En ese momento, las jugadoras no tenían presupuesto para viáticos y entrenaban, cuando podían, durante la noche, para no perder sus trabajos. Las “Reggae Girlz” de la selección, , resistieron.

Cuando la federación retiró por segunda ocasión los recursos económicos al equipo femenino en 2016, Cedella (sin doblegarse) duplicó sus esfuerzos, impulsando un cambio cultural completo dentro del fútbol femenil en Jamaica. Primero, convenció a Alessandra Lo Savio, cofundadora de la Fundación Alacran, dedicada a hacer trabajo filantrópico con las artes en Jamaica y otros países a prestar su apoyo como colaboradora importante de la causa. Luego designó a Hue Menzies, quien renunció a una carrera en las finanzas corporativas para convertirse en entrenador de fútbol a tiempo completo, como DT del equipo en su nueva versión. Y allí comenzó el ascenso hasta el Mundial de Francia.

La Federación (que se encuentra en posición única para apoyar a las Reggae Girlz) ha disuelto el equipo en dos ocasiones. Y a pesar del impulso generado tras la clasificación al torneo más importante de esta disciplina deportiva, la federación no ha hecho garantía alguna con respecto a la viabilidad futura del programa femenil.

Pero “Las chicas han tomado la decisión de jugar”, afirma Cedella, “y debemos proporcionarles igualdad de condiciones para que puedan salir a patear el balón”. “Como decía mi papá, el fútbol es libertad”.

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Quem patrocina o futebol feminino?

Quem patrocina o futebol feminino?

Por Camila Cardoso Santos | Copa FemiNINJA

foto: divulgação

O futebol feminino vem ganhando notoriedade nos últimos meses. No dia 17 março deste ano, por exemplo, 60,739 pessoas assistiram o time feminino de Barcelona enfrentar o Atlético de Madrid pela Liga Iberdrola e ganhar de 2 a 0 do rival fora de casa, no estádio Wanda Metropolitano, em Madri. Sem dúvida um marco histórico a ser celebrado, considerando que algo similar não acontecia desde 1920, um ano antes das mulheres serem banidas de jogar futebol na Inglaterra pela associação de clubes de futebol. Neste ano, 53.000 pessoas lotaram o Goodison Park, Liverpool, com mais 14.000 supostamente recusados, para assistir ao famoso Dick Kerr’s Ladies que venceu o St Helens por 4 a 0. A popularidade do futebol feminino na época foi um forte fator para tal decisão e sua recuperação demorou quase um centenário.

Passados também quase 100 anos o banco Barclays, da mesma Inglaterra que o futebol feminino foi banido em 1921 por 50 anos, anunciou um contrato multimilionário de mais de 10 milhões como o primeiro patrocinador da recém-profissional WSL – Superliga Feminina – nas próximas 3 temporadas, um recorde para o esporte feminino no Reino Unido, com direito a premiação de 500.000 libras divididas de acordo com a posição da liga em cada temporada. Os ingressos para o amistoso de Inglaterra e Canadá em abril, no Academy Stagium, também esgotaram. Não há como negar que o apetite pelo futebol feminino vem crescendo e com ele o interesse econômico no setor.

As emissoras de TV estão em concomitância com estas demandas do mercado. Muitas estão transmitindo os jogos da Copa do Mundo Feminina em 2019, exercendo grande influencia nos negócios esportivos. No Brasil, as redes pagas SporTV e Band Sports transmitirão todo o torneio, assim como as redes abertas Globo e Band irão cobrir jogos da seleção feminina brasileira. A TV Band também exibiu a abertura. A Nike não ficou de fora e escolheu este momento para exibir novo comercial da série “Dream” para comemorar o início do torneio, incentivando as meninas a descobrirem o futebol.

A seleção brasileira tinha de jogar com os uniformes largos masculinos até 2015 quando a Nike desenhou o uniforme para a Copa do Mundo do Canadá, mas não o comercializou. Finalmente, em 2019, a seleção tem um modelo fixo e comercializado com a inscrição: “Mulheres Guerreiras do Brasil” nas costas da gola da camisa.

As guerreiras do Brasil também tiveram algum avanço em termos de publicidade. Guaraná Antártica, patrocinador das seleções brasileiras masculina e feminina de futebol há 18 anos, atendeu a uma maior necessidade de divulgação do futebol feminino com publicidade exclusiva através de comercial com as craques Fabi Simões, Andressinha e Cristiane mostrando que o futebol feminino “É Coisa Nossa”. A principal patrocinadora também convocou outras marcas para apoiar o futebol feminino e mês passado divulgou as que aceitaram a demanda: agência de publicidade Almap BBDO, Boticário, DMCard, GOL e Lay’s. De forma tímida o banco Itau começa a referir à seleção feminina em vídeo institucional.

Ainda, há um longo caminho pela frente para melhoria na diferença de visibilidade entre os gêneros. As receitas patrocinadas da Copa do Mundo masculina chegaram a US$ 529 milhões. No mundial feminino, US$ 17 milhões de investimentos privados. Marta e Neymar, dois ícones do futebol brasileiro, representam esta desigualdade.
De acordo com a revista americana de negócio Forbes, a eleita 6 vezes como melhor jogadora do mundo pela Fifa recebe de salário anual cerca de US$400 mil contra US$17 milhões de Neymar vindos de publicidade e patrocínio. A pressão popular é importante não apenas para a valorização da modalidade esportiva mas pela luta de igualdade de gênero.

Há um pouco de cinismo na razão do súbito interesse em investir no esporte feminino. Seria devido ao crescente movimento de igualdade aumentando a popularidade nos últimos anos ou ao baixo custo em comparação ao benefício alcançado? De qualquer forma, por demanda de mercado ou de gênero, o jogo das mulheres está pronto para estádios completos se tornarem realidade.

Antes das Martas e Cristianes, precisamos conhecer a Sissi

Antes das Martas e Cristianes, precisamos conhecer a Sissi

Por Isadora Fonseca | Copa FemiNINJA

foto: reprodução

Sisleide do Amor Lima, a Sissi, nasceu em 1967 e foi uma das grandes pioneiras no futebol profissional feminino no Brasil. Sua trajetória de paixão e luta merece ser conhecida e reconhecida por todxs nós.

No ano de 1979, a lei que tornava proibitiva a prática de futebol feminino no Brasil foi abolida. E foi nesse mesmo período que Sissi estava descobrindo que o futebol seria a sua profissão e amor.

Mesmo vivendo em uma sociedade machista que pregava que o futebol não era “coisa de mulher”, e sendo até mesmo proibida de jogar bola pela sua família, Sissi não parava de sonhar. Ela relata que em um momento de sua infância ela falou “chega!”, e arrancou a cabeça da sua boneca para poder jogar “bola”.

Iniciou sua carreira profissional no São Paulo Futebol Clube, e teve visibilidade internacional jogando na seleção feminina de futebol nos jogos olímpicos, que aconteceram em Atlanta, no ano de 1996. A seleção foi para a semifinal mas terminou a competição na quarta colocação. Mesmo ainda desconhecida, a seleção feminina mostrou realmente a que veio.

Em 1999, a meio-atacante Sissi jogou na copa mundial de futebol sediada nos Estados Unidos, e foi a capitã da equipe que terminou a competição em terceiro lugar geral. Nessa copa, Sissi fez o gol de ouro da competição e conquistou a chuteira de ouro como artilheira do torneio.

Uma das marcas mais tristes de sua trajetória aconteceu quando a jogadora, sensibilizada pela história de uma criança que havia sido vítima de bullying por estar careca devido ao tratamento de um câncer, resolver raspar a cabeça em sua homenagem. A atitude de empatia e sororidade trouxe muitas críticas à craque, sobre estar “masculinizada” nos conceitos da sociedade. Sissi foi impedida, inclusive, de participar de um campeonato estadual, por não se adequar aos ideais machistas de aparência. Mas Sissi não parou de lutar pelo seu lugar, pelas suas escolhas e pela sua paixão, mesmo sendo motivo de piada por ter personalidade e defender suas convicções.

Hoje em dia ela mora nos EUA e treina um time de base de futebol feminino. Lá fora ela é reconhecida pelo seu trabalho, por sua garra e paixão genuína pela bola, e aqui? Por que não?

Por que Cristiane é um exemplo de superação, garra e talento

Por que Cristiane é um exemplo de superação, garra e talento

Por Marina Borges | Copa FemiNINJA

Se por um lado a torcida brasileira ficou apreensiva com a ausência de Marta, por lesão, na estreia da Copa do Mundo, por outro, Cristiane fez tudo parecer muito fácil na manhã deste domingo (9). Diante da Jamaica, o Brasil se mostrou determinado e ofensivo, criando chances desde os primeiros minutos de jogo. O placar final poderia ter sido mais elástico, é verdade, mas a vitória canarinha por 3 a 0 foi o suficiente para Cristiane levar a bola do jogo pra casa e ainda pedir música – como é de costume na TV Globo, em um quadro do programa Fantástico. A canção escolhida para narrar os gols da atacante foi “Jogadeira”, “é uma música das meninas, da Cacau, que joga no Corinthians, elas fizeram essa música pro futebol feminino. Já descemos do ônibus cantando”, explicou Cristiane em entrevista à TV Globo. “Qual é, qual é, futebol não é pra mulher? Eu vou mostrar pra você, mané, joga a bola no meu pé”, cantou.

A 11 do Brasil se tornou a jogadora mais velha da história a conseguir três gols na competição – entre homens e mulheres –, superando Cristiano Ronaldo. A brasileira conseguiu o feito com 34 anos e 25 dias, e o português conseguiu com 33 anos e 130 dias.

Os três gols marcados garantiram outro recorde pessoal para a atacante, que se tornou a primeira jogadora a marcar mais de uma vez na mesma partida em três Copas diferentes. Além dos três gols anotados contra a seleção jamaicana, Cristiane foi às redes mais de uma vez contra Guiné Equatorial, em 2011, e contra a China, em 2007. Além dessa marca, a camisa 11 é a terceira jogadora canarinha a marcar o famoso “hat-trick” em uma partida de Copa do Mundo. As outras duas a conseguirem o feito foram Pretinha e Sissi, marcando os três gols na mesma partida: na goleada de 7 a 1 do Brasil sobre o México, na Copa do Mundo de 1999, nos Estados Unidos.

Diante da Jamaica, Cristiane marcou gol para todos os estilos: de cabeça, para os fãs de bola aérea; de carrinho, para os que não dispensam raça e, por último, de falta, para os amantes do futebol arte. O que poucos sabem é que esse combo anotado pela brasileira quase não teve nem chance de acontecer. A atleta revelou recentemente que sofreu de depressão após a seleção ser eliminada nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Em 2017, após a demissão da técnica Emily, Cristiane optou por não jogar mais com a amarelinha, já que passava por um período conturbado e sentia que não conseguiria mais ajudar de forma completa, como sempre buscou fazer desde que começou a vestir o uniforme verde e amarelo, com 15 anos de idade.

Cristiane Rozeira de Souza Silva, 34, nascida em Osasco (SP), atualmente joga pelo São Paulo, mas já acumulou passagens por times da Alemanha, França e China ao longo da carreira – vitoriosa por sinal. Em 2012, a atacante tornou-se a maior goleadora do futebol feminino da história dos Jogos Olímpicos e, em 2016, atingiu um feito ainda maior nas Olimpíadas do Rio de Janeiro: alcançou a marca de 14 gols, tornando-se, assim, a maior artilheira de futebol da história da competição, independente de gênero. Além disso, Cristiane já chegou muito perto de vencer o prêmio de melhor jogadora do mundo em duas ocasiões: nos anos de 2007 e 2008, quando ficou em terceiro lugar – quem venceu foi outra brasileira, a recordista do troféu, Marta. Agora, a expectativa que fica é para ver as camisas 10 e 11 jogando lado a lado pela última vez em uma Copa do Mundo.

Um amor, um coração: Reggae Girlz unidas por um sonho

Um amor, um coração: Reggae Girlz unidas por um sonho

Por Beatriz Santos | Copa FemiNINJA

foto: reprodução

Um amor, um coração, vamos ficar juntos e tudo irá ficar bem… A seleção feminina jamaicana, sem investimentos da federação há 8 anos, só conseguiu chegar até o mundial da França por conta de Cedella Marley. Além de filha do cantor Bob Marley, Cedella é embaixadora global do futebol feminino na Jamaica. Esse relacionamento começou quando o filho mais novo de Cedella chegou da escola com um folheto, “Apoie as Reggae Girlz” e logo depois ela já assumiu um cargo na Federação de futebol na Jamaica.

Tudo começou em 2015. O time estava há 3 anos sem jogar e depois de uma boa campanha na Copa Ouro, preliminar as eliminatórias do mundial do Canadá, as meninas estavam à procura de patrocínio para continuarem em atividade. A partir de então, Cedella colocou a Fundação Bob Marley à disposição das Reggae Girlz, como patrocinador master da seleção. A embaixadora tem a certeza que o pai estaria orgulhoso dessa missão, pois Bob Marley era apaixonado por futebol e dizia até que se não fosse cantor, ele seria jogador de futebol.

O caminho até a França

O Reggae Girlz estão no 53° lugar no ranking do mundo e são a primeira equipe caribenha a se classificar para uma Copa do Mundo feminina. A seleção jamaicana terminou em terceiro lugar no Campeonato CONCACAF, perdeu apenas dois jogos: 2×0 para o Canadá e foi goleada pela equipe dos Estados Unidos, 6×0, e conquistou sua vaga no mundial depois de uma vitória bem dramática sobre o Panamá por 4 a 2. As Reggae Girlz foram lideradas pela atacante Khadija “Bunny” Shaw com 19 gols na competição e além disso elas tomaram apenas 14 gols, balançando as redes adversárias 53 vezes.

Mas antes disso, antes desse jogo da classificação, antes do Panamá, muita história rolou na vida da seleção feminina de futebol jamaicana. Nos anos 70, uma menina chamada Beverly Ranger, jamaicana, se mudou para a Inglaterra, quando tinha 12 anos, e começou a jogar futebol com os meninos em um parque perto do estádio de Wembley. Por ser diferenciada, logo foi notada e jogou no Watford e no Amershaw Town, ambos times ingleses. Quando foi para a Alemanha, em 1974, ficou conhecida como Black Pearl, a pérola negra, e seu talento ajudou a popularizar o futebol feminino na Alemanha e isso foi antes da criação da Bundesliga feminina, que só aconteceu na temporada 1990/91. Além disso, Beverly Ranger foi a primeira mulher a ser patrocinada pela Puma.

Não muito tempo atrás, nos anos 90, foi criada a Liga Feminina com apenas 6 times, e nos anos 80, tinha sido criada a Associação Jamaicana de Futebol. Em 1991, as Reggae Girlz fizeram seu primeiro jogo internacional contra o Haiti, uma derrota simples (1×0). Na Copa de Ouro feminina da Concaf, elas participaram seis vezes, sendo a de 2018 o melhor resultado quando conseguiram terminar em terceiro e garantiram uma vaga para o mundial desse ano da França.

A colaboração de Cedella Marley vai além do patrocínio master, pois ela também foi a responsável pela seleção jamaicana feminina ter um técnico de qualidade. Hue Menzies, nasceu na Inglaterra, cresceu na Jamaica e se mudou para os Estados Unidos nos anos 80. Ele foi apresentado a seleção por recomendação da embaixadora do futebol feminino da Jamaica em 2014.

Importância da Sherwin Willians para as Reggae Girlz

Vale ressaltar, o fato de a Sherwin Willians ser a única empresa, ao longo dos anos 2000, que investiu no futebol feminino da Jamaica. Com o seu suporte, é possível a transição das meninas dos campeonatos escolares para o grupo principal, além disso a empresa ajuda as atletas individualmente com bolsas de estudos, treinamentos de habilidades profissionais e oportunidades de emprego. Também há uma liga patrocinada pela empresa, a Sherwin Williams Women’s League, que deu um cheque de $500 mil para ajudar nos preparativos da participação da equipe feminina jamaicana no mundial da França.

Reggae Girlz x Brasileirinhas.

A seleção jamaicana é a primeira adversária da seleção brasileira, o confronto vai acontecer no domingo (9/06), às 10:30, horário de Brasília, em Grenoble. O grupo C ainda conta com Austrália e Itália.

O problema estrutural do futebol feminino brasileiro

O problema estrutural do futebol feminino brasileiro

Por Olivia Santos | Copa FemiNINJA

Foto: Jefferson Bernardes

O regulamento de licença de clubes da Conmebol, publicado em 2016, com prazo de dois anos para adequação dos clubes, prevê à criação e manutenção de uma equipe principal e de base feminina, pros clubes brasileiros que disputam torneios como a Sulamericana e Libertadores. À mesma exigência é feita pela Confederação brasileira de futebol, para os times que disputam à série A do brasileirão e ambas passam a valer esse ano.

À lei prevê duas possibilidades para os clubes adequarem uma equipe feminina, que vai desde criação de uma equipe até à associação de um clube ou time já existente. Independente da opção escolhida, cabe ao clube prover suporte técnico, equipamento e estrutura (para preparação/concentração e disputa de jogos), à última exigência é que às equipes disputam campeonatos regionais e locais com regularidade.

Do começo do ano até aqui, período inicial da obrigatoriedade, apenas sete (Ceará, Corinthias, Flamengo, Grêmio, Internacional, Santos e Vasco), dos vinte clubes brasileiros que estão envolvidos na lei, possuem sua categoria feminina já estruturada, seis estão com projetos encaminhados (Atlético-MG, Bahia, Chapecoense, São Paulo, CSA e Goiás), dois haviam iniciado o planejamento (Atlético-PR e Fluminense ) e outros cinco (Cruzeiro, Avaí, Botafogo, Palmeiras e Botafogo) ainda não haviam desenvolvido a regra.

À maioria das atletas, envolvidas nesses clubes, sejam por times próprios ou por associação, são consideradas atletas amadoras, algumas recebem incentivos de bolsas pelos clubes mas não vivem só do futebol. Às mulheres no atual futebol brasileiro, ainda lidam com o karma estrutural da dupla jornada feminina, o que se diferencia bastante da categoria masculina, atletas de base e principal conseguem se manter através da profissionalização. Dos clubes com projetos estruturados ou encaminhados, apenas quatro deles remuneram ou pretendem remunerar  às atletas, são eles: Santos e Corinthias, que já pagam salários à suas atletas, Grêmio e Inter que possuem parte do elenco profissionalizado e pretendem profissionalizar às atletas ainda não atendidas. Atlético-PR e Flamengo cumprem à lei através de associação com outros clubes, O Paranaense que firmou acordo com o Foz Cataratas e o Flamengo com à Marinha do Brasil, em ambos às atletas recebem dos times de origem, levando aos clubes fornecer apenas material esportivo (uniforme) e estádio para à disputa de competições. Outros seis clubes, como é caso do Atlético Mineiro, fornecem ajudas de custo e acesso ao departamento médico e academias dos centros de treinamento do clube.

O que se percebe da lei, e da forma como os clubes estão cumprindo, é que, o futebol feminino ainda têm muito caminho para percorrer para se adentrar ao espetáculo que é o futebol no Brasil. O futebol, com ascensão do capitalismo, se tornou um dos principais meios de entretenimento e um dos ramos mais lucrativos para se investir, não é atoa que alguns jogadores vendem seus passes e direitos como ações em uma empresa. O gasto para se formar atletas também é muito alto, salários, estrutura, deslocamento, direitos, etc.. Tornam o futebol uma empresa de grandes lucros e gastos altíssimos. Não deve ser novidade para ninguém, que o futebol feminino não esteja contido nesse business do esporte. Infelizmente o lucro em cima das atletas é bem desigual, assim como seus vencimentos. Não existe ambição sobre às mulheres tal qual existe sobre os homens, e isso também é uma questão estrutural.

 A condição física feminina já foi colocada como empecilho para à pratica do futebol. No decreto de lei 3.199 de 14 de abril de 1941, à mulher é colocada como inferior fisicamente, por isso o futebol seria algo impossível para sua condição física. Diversas teorias comprovam que às diferenças argumentadas como motivo de desigualdade entre homens e mulheres não são inatas, mas passam por toda uma construção social, onde regras estruturais condicionam homens e mulheres à papéis sociais, baseados no sexo biológico.

Muitos comentam da desorganização tática do futebol feminino, da capacidade física das atletas, do tamanho, da baixa velocidade em campo e de pouca força física. Por mais que seja mais fácil explicar essas diferenças pelo viés biológico, é exatamente no fator social que o senso comum se desconstrói. Toda e todo profissional, envolvido com o esporte, sabe que, às condições físicas de uma pessoa é produto das atividades físicas que desempenham aliados às condições biológicas de cada corpo. Se uma pessoa teve uma construção física baseada em dietas, atividades físicas ela provavelmente terá essa herança em seu corpo. E é justamente isso que uma base faz, ela cria uma herança física e também psíquica, através de atividades estudadas e pensadas ela forma o corpo de um atleta que o permitirá desenvolver à atividade em plena condição,.

À questão estrutural interfere na falta de estrutura e ambas interferem no desempenho de atletas e na forma como o brasileiro vê essa modalidade. Mais que concessão de camisas e estádios, um futebol competitivo e de alto nível precisa ter um trabalho de base contínuo, assim como acontece nas equipes masculinas. Toda e todo atleta, assim como qualquer profissional, não se constitui da noite para o dia. No caso do esporte, existe algo muito importante que lhe dará condições de exercer à prática esportiva e alcançar máximo desempenho, à base. À estrutura física e psíquica de uma atleta não depende somente de sua genética, ou seja, uma atleta de alto nível não nasce, torna-se.

Mais do que conciliar times e ceder seus escudos, os clubes brasileiros precisam pensar na formação das atletas, à maioria das jogadoras da seleção não possuem histórico de construção em base de clubes, são geralmente atletas amadoras, que na raça tentam buscam um lugar ao sol. É necessário que se pensem em projetos contínuos, em fornecer condições necessárias para à prática. À lei é sem dúvida um avanço para o futebol feminino mas é só o começo do caminho, levaremos tempo ainda para colhermos frutos e beirar à igualdade.

Conheça a história do Esporte Clube Iranduba da Amazônia

Conheça a história do Esporte Clube Iranduba da Amazônia

Por Ketlen Gomes | Copa FemiNINJA

Foto: MICHAEL DANTAS/ALLSPORTS

O Hulk da Amazônia, como é conhecido o Esporte Clube Iranduba da Amazônia, tem poucos anos de fundação, mas uma história significativa no futebol amazonense, e principalmente feminino. Sediado na cidade de Iranduba, na região metropolitana de Manaus, o clube foi uma iniciativa de vários amigos amantes do futebol: Amarildo Dutra (atual presidente), Oséias Lima, Emerson Sampaio, Aldenir Kniphoff, Edu Lima, Wellison Leão, Juarildo Muniz, Luís Carlos Castro, o tetracampeão Cláudio Taffarel e o ex-jogador Paulo Roberto. No futebol masculino, o time não conquistou grandes feitos e permanece estável no Barezão, como é chamado o campeonato estadual. O carro chefe do Iranduba é o futebol feminino.

O primeiro título do time de futebol feminino do Iranduba veio em 2011, ano de fundação do clube, quando se consagrou o Campeão Estadual, e nos anos seguintes repetiu o feito sendo octacampeão em 2018, e em 2014, 2015 e 2016, alcançou o primeiro lugar invicto.

Os destaques do Iranduba não são apenas estaduais, seguem na esfera nacional também, sendo o único time do interior a representar o Amazonas em competições nacionais da extinta Copa do Brasil de Futebol Feminino, participando em todas as edições, e no Campeonato Brasileiro.

A história do Hulk da Amazônia no brasileirão feminino não para apenas na participação da competição, mas também é um dos clubes fundadores da Liga Feminina Brasileira de Futebol (LFBF). O clube tem o apoio da torcida amazonense, levando em média um público de mais de 4.000 pessoas nos jogos sediados na Arena da Amazônia. Na atual temporada está na 9ª posição, mas no ano passado ficou em 7º lugar no ranking da CBF.

Além dos principais torneios do país, o time feminino do Iranduba também participou da 1ª Taça Brasil de Beach Soccer de Futebol Feminino, no Rio de Janeiro, onde foi vice-campeão do Torneio Início e ficou em 5° lugar na colocação geral. Em 2012 também participou do Torneio Internacional Taça das Nações, onde foi vice-campeão. Em 2016, na I Liga de Futebol Feminino Sub20 se consagrou vice-campeão. Está entre os finalistas de Melhor Projeto de Futebol Feminino de 2018 da 3ª Conferência Nacional de Futebol. No ano passado, o time recebeu um reforço de peso para a Copa Libertadores da América de Futebol Feminino, a meio-campista da seleção brasileira Andressinha vestiu o verde do clube do coração da floresta e ajudou o time a ganhar o 3º lugar da Copa. A atleta retornou ao Portland Thorns (EUA) dia 30 de abril.

Além de Andressinha, outras jogadoras do Iranduba também vestiram a camisa da seleção, na categoria sub 20: atletas como a meio-campista Laura Spenazzato, a goleira Sol, a lateral Monalisa e a atacante Brenda, foram convocadas ano passado.

A estudante e moradora da cidade de Iranduba, Alda Aragão, conta que o clube traz muito orgulho para a cidade, principalmente o time feminino. Ela não conhece nenhuma torcida mas vai sempre aos jogos acompanhada de familiares. No entanto, Alda diz que faltam incentivos de parte de empresários ao clube, que tem parte de seu treinamento na capital Manaus e não em Iranduba.

Histórico das Copas femininas

Histórico das Copas femininas

Por Beatriz Werneck | Copa FemiNINJA

Foto: reprodução Imortais do Futebol

A Copa do Mundo de futebol feminino teve a sua primeira edição somente em 1991. Antes da oficialização da Copa, já existiam eventos desse tipo, no entanto, eles eram conhecidos como mundialitos.

Copa de 1991
Sede: China
Campeã: Estados Unidos
Vice campeã: Noruega
3º lugar: Suécia
Artilheira e chuteira de ouro: Michelle Akers (EUA) – 10 gols
A primeira edição oficial da Copa do Mundo contou com 12 seleções de 6 confederações após a realização das eliminatórias que eram semelhantes as do futebol masculino. A FIFA acreditava que as jogadoras iriam se desgastar muito jogando 90 minutos por jogo, por isso, os jogos eram de 80 minutos, cada tempo com 40 minutos. Os uniformes utilizados pelas jogadoras não eram cuidados de maneira adequada pelas fornecedoras de material esportivo, como não havia uma modelagem feminina, elas utilizavam uniformes masculinos. Devido a isso, era comum ver as jogadoras com blusas grandes.

A chinesa Ma Li foi a autora do primeiro gol da história dos mundiais femininos. O sucesso da primeira edição fez com que o futebol feminino fosse inserido como esporte olímpico nos Jogos de Atlanta, em 1996.

Copa de 1995
Sede: Suécia
Campeã: Noruega
Vice campeã: Alemanha
3º lugar: Estados Unidos
Artilheira e chuteira de ouro: Ann Kristin Aarønes (NOR) – 6 gols
Nesta segunda edição, os jogos passaram a ser de 90 minutos e as mulheres quebraram a ideia de que elas se desgastariam muito e não aguentariam jogar o mesmo tempo que os homens. Uma curiosidade interessante é que o número de gols desta edição foi exatamente a quantidade de gols da Copa de 1991. Ao sediar essa Copa, a Suécia se tornou o primeiro país a receber um mundial masculino e feminino.

Copa de 1999
Sede: Estados Unidos
Campeã: Estados Unidos
Vice campeã: China
3º lugar: Brasil
Artilheiras: Sissi (BRA) e Sun Wen (CHN) – 7 gols cada
Chuteira de ouro: Sissi (BRA)
A Copa de 1999 contou com um aumento de 4 seleções em relação as edições anteriores, passando a ter 16 seleções. Esta Copa foi responsável por bater o recorde de audiência e de gols, com 123 gols em 32 jogos, tendo uma média de 3,84 gols por partida. Um dos momentos mais marcantes desse ano foi quando Brandi Chastain, dos Estados Unidos, comemorou o gol que fez na disputa de pênaltis tirando sua camisa e deslizando de joelhos pelo gramado. Esse gol foi o responsável pelo título dos Estados Unidos contra a China.

Copa de 2003
Sede: Estados Unidos
Campeã: Alemanha
Vice campeã: Suécia
3º lugar: Estados Unidos
Artilheira e chuteira de ouro: Birgit Prinz (ALE) – 7 gols
Neste ano, o país que iria sediar a Copa do Mundo de futebol feminino era a China. Porém, ela teve que dispensar a oportunidade devido a uma epidemia de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) que atingiu a região. Aproveitando a estrutura dos Estados Unidos, o torneio foi realizado novamente na América do Norte e, em 2007, a China seria a sede para compensar esse ano de 2003.

Nesta edição, a russa Elena Danilova, com apenas 16 anos, marcou o gol de honra no jogo da eliminação para a Alemanha, se tornando a jogadora mais nova a marcar um gol na história dos mundiais. Foi a primeira Copa de Marta, e a primeira e única Copa decidida pelo método do gol de ouro na final entre Alemanha e Suécia. A alemã Birgit Prinz recebeu a Bola de Ouro e se tornou a primeira jogadora a vencer os prêmios de melhor jogadora e artilheira da Copa sem compartilhar com ninguém.

Copa de 2007
Sede: China
Campeã: Alemanha
Vice campeã: Brasil
3º lugar: Estados Unidos
Artilheira e chuteira de ouro: Marta (BRA) – 7 gols
Como negociado, após o fim da epidemia de SARS, a China sediou novamente o campeonato. O jogo entre Alemanha e Argentina (11×0) desta edição bateu recorde e se tornou a maior goleada da história das Copas, mesmo se comparar com a masculina. Com o Brasil enfrentando a Alemanha na final, foi a primeira vez que uma seleção sul americana chegava a final da Copa do Mundo de futebol feminino. Ao se consagrar a primeira bicampeã consecutiva da história da copa feminina, a Alemanha concretizou o feito de não levar nenhum gol durante o campeonato inteiro. Foi a primeira e única vez que uma seleção não sofreu gol.

Copa de 2011
Sede: Alemanha
Campeã: Japão
Vice campeã: Estados Unidos
3º lugar: Suécia
Artilheira e chuteira de ouro: Homare Sawa (JAP) – 5 gols
Essa edição foi a copa com menor quantidade de gols marcados, apenas 86, e a menor média de gols por jogo (2,69), sendo talvez a competição mais equilibrada. Em uma final entre Japão e Estados Unidos decidida nas penalidades, o Japão se consagrou pela primeira vez campeão da copa, sendo o primeiro país do futebol asiático a vencer um torneio desse tamanho. A japonesa Homare Sawa repetiu o feito de Birgit Prinz e foi eleita a melhor jogadora e artilheira da Copa.

Copa de 2015
Sede: Canadá
Campeã: Estados Unidos
Vice campeã: Japão
3º lugar: Inglaterra
Artilheira e chuteira de ouro: Célia Sasic (ALE) – 6 gols
Na copa de 2015 houve novamente um aumento no número de seleções participantes, passando de 16 para 24 seleções. Com isso, passou a ter uma nova fase eliminatória, as oitavas de final. Por ter mais time e mais jogos, essa edição bateu o recorde de gols marcados, com 146 gols, mesmo com a média ficando abaixo de outras edições históricas, com 2,81 gols por jogo. Foi a primeira copa que contou com a “Goal Line Technology”, tecnologia que detectava se a bola havia cruzado a linha do gol ou não.

A polêmica ao redor dessa edição foi pelo fato de ter jogos disputados em gramados sintéticos, gerando críticas a respeito do risco de lesões e da alta temperatura registrada no gramado em alguns jogos, chegando a 49ºC. A americana Abby Wambach organizou um movimento de jogadoras contrárias a grama sintética, provocando o envio de uma carta a FIFA pedindo por direitos iguais aos dos homens, já que eles sempre jogaram em gramados tradicionais. As reclamações não foram aceitas pela FIFA que utilizou-se de suas estratégias jurídicas para conter as reivindicações. No entanto, elas conseguiram que a grama artificial do estádio onde seria realizada a final fosse substituída por uma melhor, e a Copa de 2019 fossem feita em grama normal.

A final ocorrida novamente entre Estados Unidos e Japão, onde o Japão perdeu por 5×2, foi a partida final com o maior número de gols da história das copas femininas, com 7 gols no total.