A violência policial segue sendo uma das principais características deste país. Neste momento, ela é amparada e estimulada por um presidente da República neofascista. E este fato é sentido na pele por, principalmente, pessoas negras e pobres.

As polícias são o “braço armado do Estado” e a elas cabe a tarefa de preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. No Brasil, as polícias julgam e condenam pessoas instantaneamente, em suas abordagens e operações. Agem como se fossem a própria lei.

Recentemente, dois casos de violência policial – apesar de serem apenas mais dois de tantos – chamaram a atenção por alguns aspectos. O primeiro foi o caso de um homem negro imobilizado por guardas-civis metropolitanos com o joelho enquanto já estava no chão rendido, no bairro Santa Cecília, em São Paulo. O segundo foi o de Genivaldo Santos, em Umbaúba, Sergipe, que foi torturado e morto asfixiado com gás dentro de uma viatura da Polícia Rodoviária Federal.

No dia anterior ao assassinato do sergipano, a PRF havia participado de operação no Rio de Janeiro que executou 25 pessoas. Os policiais foram parabenizados por Bolsonaro. Todos esses casos demonstram que há uma escalada de barbárie por parte das forças policiais. São fruto de processos, como o de maior militarização da GCM de São Paulo e das novas atribuições dadas à PRF por Jair Bolsonaro.

Sim, faz muita diferença no nosso cotidiano a existência de um presidente que estimula o ódio e a intolerância contra negros e negras, mulheres, LGBTQIA+, indígenas e quilombolas. Mas, ainda existe uma parcela de inocentes – ou cínicos – que veem estes casos como isolados e dizem não enxergar relação deles com a postura de Bolsonaro.

O enfrentamento à violência policial, que é uma das faces do racismo estrutural, passa necessariamente pela política. E esta é uma responsabilidade de todas as pessoas que se colocam como antirracistas. Não haverá democracia enquanto a barbárie estatal contra a população negra existir.

É necessário e urgente que coloquemos um freio nesta sanha fascistoide das polícias. O movimento negro tem sido linha de frente deste enfrentamento. E o processo eleitoral será um passo fundamental desta luta. Derrotar Bolsonaro e eleger candidaturas negras para as casas legislativas será o nosso grito de basta.

A pré-candidatura coletiva da Bancada Feminista do PSOL para a Assembleia Legislativa de São Paulo, composta por mulheres negras, estará a serviço da vida da população negra. Se não nos deixarem sonhar, não os deixaremos dormir!

Bancada Feminista do PSOL – mandato coletivo na Câmara Municipal de São Paulo composto pelas covereadoras Silvia Ferraro, Paula Nunes, Carolina Iara, Dafne Sena e Natália Chaves e pré-candidatura coletiva para a Assembleia Legislativa de São Paulo nas eleições de 2022.

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