Arte: Paulo Kalvo / Design Ativista

Comemorei o fim do terrível 2019 acreditando na paz e no amor para 2020. No entanto, logo no terceiro dia do ano, acordamos num mundo ameaçado por uma guerra nuclear. O presidente da maior potência militar do planeta resolveu assassinar o segundo maior líder político do Irã, o General Soleimani, em atentado com característica terrorista. Um drone matou, na chegada do aeroporto de Bagdá, o general e outras seis pessoas.

A mídia oficial praticamente concordou que vai acontecer uma retaliação. Milhões de pessoas em cidades do Iraque e do Irã pediram vingança no funeral. Analistas econômicos calculavam o prejuízo e o benefício para seus países. Parece que a maior preocupação é a subida e a descida das bolsas e os valores do dólar, euro e petróleo.

Análises giram em torno da necessidade de Trump consultar o Congresso Americano para tal atentado terrorista de Estado. O nó górdio da questão é se, mesmo sendo o presidente da maior potência militar do planeta, uma pessoa do ocidente pode decidir a morte de um dos maiores líderes no oriente médio? Depois da Segunda Guerra Mundial, na Guerra Fria, a terra esférica girava na expectativa de uma catástrofe nuclear, pois as duas superpotências imperialistas atômicas, os Estados Unidos da América e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, poderiam apertar um botão e desencadear o fim da humanidade. Com a queda da URSS, sobrou apenas um Império Mundial, mas vários países, incluindo a Rússia, também têm a bomba atômica.

Os Estados Unidos da América, muito menos o seu presidente, não podem decidir o fim do mundo. Além de ter assumido a autoria, Trump reconheceu não ter sequer consultado o Congresso Americano nem a ONU, cuja a sede é situada em Nova Iorque.

Essa é a gravidade da questão: a continuidade da vida na Terra depende do bom humor de uma pessoa, o presidente dos Estados Unidos da América. Se a cabeça dele não andar boa, estamos perdidos. O ataque por drone foi uma declaração de guerra contra um país que detém tecnologia nuclear, além de seus aliados que possuem a bomba atômica!

Lutamos pela legalização da erva da paz. Estamos preocupados, será que Trump está bem da cabeça? Se não ficarmos indignados com o poder de um homem decidir pela continuidade da humanidade, estamos perdidos. Vai que o Trump acorde num dia de surto suicida!? Se é ele que tem tamanho poder, a humanidade corre perigo. Isso faz recordar o co-piloto alemão que em 2015 derrubou um avião cometendo suicídio e causando a mortes de toda a tripulação e passageiros.

Não custa lembrar que os Estados Unidos lançaram bombas atômicas em Hiroshima e Nagasaki, quando a Segunda Guerra Mundial já tinha praticamente terminado, matando imediatamente 250 mil pessoas e milhares depois. Na Guerra Fria, duas superpotências sabiam as consequências que uma decisão unilateral traria ao planeta. Imagine agora que apenas uma pessoa pode tomar tal decisão. O Trump não é o Imperador do Mundo!

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