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No que diz respeito a aliança EUA e Israel, não existe apenas sintonia de atuação na política externa ou econômica, mas na prática de golpear os direitos humanos com o aprisionamento de crianças. É representativo notar que no caso estadunidense a prática condenável está ligada a detenção de imigrantes com filhos, mas quanto a israelense é um modelo do Estado num dos estágios persecutórios aos palestinos.

As forças de Israel detiveram sem nenhuma razão, neste último dia 9, na entrada da cidade de Beit Ummar ao norte do distrito de Hebron, Omar Rabie Abu Ayyash de 8 anos. Ele é mais uma das 8000 crianças pelestinas presas desde 2000 segundo a organização “Defense for Children”. A instituição a favor dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW), no seu relatório de 2017 alarga estes números. Enumera mais de 6100 palestinos nas prisões israelenses, 453 sem processos jurídicos e o cita a alarmante situação de 300 crianças encarceradas atualmente. Completando os números , existem 1,9 milhão (70 % da população de Gaza) necessitando de ajuda humanitária.

Vinte crianças sofreram assassinatos para um montante de 1500 feridos no total. Existem hoje, fruto de invasões, 8000 unidades de assentamentos ilegais e o bloqueio de construir para 17800 casas demolidas por Israel. Uma situação que só se agrava a cada dia.

Em um novo capítulo, Israel acelera a aprovação da lei que permite pena de morte desde que os tribunais militares classifiquem que o indivíduo seja terrorista. O projeto é do partido de ultra-direita Ysrael Beitenu, o mesmo do ministro da defesa Avigdor Lieberman e aliado do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. Esta votação deve ocorrer em segundo turno neste 15 de novembro , já que o primeiro teste de janeiro foi aprovado por 51 a 49. Apesar da pena de morte já existir, ela atualmente é de difícil execução devido a exigência de condenação unânime por 3 juízes, a última ocorreu em 1962. A nova lei é direcionada aos palestinos, já que israelenses não são julgados por tribunais militares, um situação contraditória em relação aos colonos que cometem crimes nos territórios ocupados.

É interessante perceber que as práticas de Israel visam impedir a possibilidades de existência do Estado Palestino e caso não se alcance aniquilar, criar um sistema de castas, onde estes últimos sejam a base da pirâmide.

É neste caminho que aponta outra lei em trâmite no parlamento. Ela visa permitir que qualquer pai ou mãe sejam expulsos dos territórios ocupados, caso Israel declare seus filhos terroristas.

Em Paris, o secretário da ONU, Antonio Guterres advertiu ao mundo que “uma nova guerra em Gaza seria um tragédia incrível”, depois de assistir Israel bombardear a Faixa neste dia 11, deixando 6 palestinos e um israelense mortos. Netanyahu sentenciou : “A diplomacia não funciona”. A realidade que se apresenta é que Israel não quer paz desde 1948, e que o objetivo é desaparecer com a população palestina tanto da Cisjordânia como de Gaza.

Quanto a Omar , caso não seja solto e as leis aprovadas , pode crescer junto com outras 300 crianças presas, poderá ver mais de 6100 palestinos serem condenados a execução e seus pais, expulsos das terras ocupadas por considerarem seu filho um terrorista. Todo este conjunto são ferramentas de um genocídio contemporâneo. Apesar de mais lento, segue o ritual de um passado que o povo de Israel sendo vítima , não deveria repeti-lo.

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