O primeiro ano da “gestão eficiente” do prefeito-empresário João Doria termina com uma reprovação de 39%, contra os 13% no início do mandato, de acordo com o Datafolha, em pesquisa publicada pelo jornal “Folha de São Paulo”.

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É cada vez mais perceptível, para a população de São Paulo, a incapacidade dessa administração para resolver os problemas da cidade.
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​​Os entrevistados afirmam que o prefeito fez muito menos do que o esperado. Tal questionamento surge entre os mais pobres, mulheres, pessoas de 35 a 44 anos e com ensino médio completo. Não é por acaso a incidência desses perfis dentre aqueles descontentes com Doria.
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​​É evidente o caráter dessa administração e a quem serve. Desde o início do ano, vemos a agilidade dessa gestão em dialogar com setores do empresariado, enquanto isso, nem mesmo a zeladoria da cidade, carro-chefe da gestão atual, tem tido a mesma atenção. Por um lado, a prefeitura opera para garantir as privatizações, por outro, seus amigos empresários fazem ínfimas “doações” para a cidade, como foi o caso dos remédios vencidos.

​​Pelo visto, as peças apresentadas nas redes sociais de Doria não estão sendo capazes de sustentá-lo. Afinal, como acreditar em alguns vídeos publicados no Facebook, quando, ao transitar pela cidade, a população encara uma realidade cada vez mais dura?

​O projeto de João Doria para São Paulo é claro. E a proposta de orçamento municipal para 2018 apresentado pelo prefeito não deixa dúvidas sobre quais classes seguirão sendo beneficiadas e as prioridades dessa gestão.
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​​É ainda mais alarmante que, neste cenário de crise econômica e política, o documento também apresente um aumento expressivo do repasse à Câmara Municipal (que se reflete principalmente no aumento dos salários dos vereadores, medida que sou veementemente contra!), enquanto a população sofre com as consequências da Reforma Trabalhista e, como pretende o governo Temer, também a previdenciária.

​​Outro exemplo tange ao sistema de saúde do município, posto que se propõe uma redução drástica de 200 milhões em investimentos nesta área. Com este valor, poderiam ser construídas 33 novas UBSs ou mesmo mantido, por um ano, o funcionamento de dois hospitais públicos.

​​No campo da educação, o orçamento também não aponta melhorias para o povo. Aproximadamente, 30% dos recursos destinados para os CEUs serão cortados. No que tange às creches, mesmo com a proposta de relativo aumento de investimentos, todo o montante será destinado para a rede conveniada, ou seja, o setor privado.

​​O orçamento destinado às políticas públicas para mulheres também não escapou e contará com uma redução dos investimentos de 30%. Mesmo após tantos casos de assédio e feminicídios terem tomado espaço nos debates em 2017.

​​Tendo em vista esse cenário de desmonte da cidade de São Paulo em prol dos lucros dos empresários e privilégios dos políticos, o nosso mandato seguirá nas ruas, fortalecendo as mobilizações sociais e servindo de megafone das diversas lutas dentro da Câmara Municipal.

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