.

É com muita emoção e com o coração apertado, mas cheio de orgulho, que venho falar de uma das mentes mais brilhantes do mundo. Venho falar de Stephen Hawking, que ocupou a cadeira de professor lucasiano de matemática antes pertencente a Isaac Newton.

Graduado como físico, começando já suas pesquisas em cosmologia e teoria geral da relatividade, é o responsável pela Radiação de Hawking, que diz que os famosos buracos negros não eram vácuos e com suas pesquisas, publicou grandes obras como “O universo numa casca de noz”, “Uma breve historia do tempo” e “A estrutura em grande escala do espaço-tempo – com George Ellis”.

Hawking, pouco depois de completar 21 anos de idade, é diagnosticado com ELA – Esclerose Lateral Amiotrófica, uma rara doença grave e degenerativa que paralisa os músculos do corpo sem atingir as funções cerebrais, doença que ainda não possui cura.

Entre 1970 e 1980, Stephen fica preso a uma cadeira de rodas como conseqüência da ELA. Em seguida, entre 1980 e 1990, perde a fala e passa a precisar de um sintetizador de voz para se comunicar.

Sua mobilidade é zerada gradualmente, perdendo os movimentos de seus braços e pernas, como o de todo o resto da musculatura voluntária, inclusive a força para manter a cabeça erguida.

Em 2005, Hawking usava os músculos da bochecha para controlar o sintetizador de voz. Já em 2009, não podia mais controlar a cadeira de rodas elétrica.

O ACAT, sistema desenvolvido pela Intel, era um dispositivo rastreador de movimento dos olhos do cientista para gerar palavras ainda que por varias vezes citando “cheek tracking” (em português, rastreamento da bochecha) dizendo: “No entanto, embora eles funcionem bem para outras pessoas, eu ainda acho que o interruptor na minha bochecha é mais fácil e menos cansativo de usar”.

Um homem completo, que tinha como uma de suas frases “Inteligência é a capacidade de se adaptar à mudança” nos deixou hoje na madrugada quarta feira dia 14 de março.

Morreu um cientista revolucionário e de célebre inteligência que pouco se vangloriava de seu vasto conhecimento, que não tinha ideia de quanto era seu QI, pois acreditava que quem ostentava seus números eram perdedores.

Enquanto uma pessoa com deficiência, Stephen Hawking foi para mim, Leandra, uma lenda viva que não parou enquanto seu corpo parava, que fez das adversidades uma oportunidade, coisa que eu busco fazer e costumo pregar por onde passo. Seu corpo, agora torto, nunca foi pretexto para ponto final e sim para mais um parágrafo.

Eu poderia ficar aqui tentando escrever as milhares de coisas que esse homem fez enquanto cientista, mas na minha pequenez e humildade deixo com que vocês estudem esse ser humano fantástico a longo prazo com todo o acervo que o mesmo deixou para que todos desfrutassem.

Enquanto ser humana, eu deixo um reflexão minha em cima desse memorável homem sobre o primeiro conselho que ele deixou para seus três filhos.

“Lembre-se de olhar para as estrelas e não para baixo.”

A vida é cheia de altos e baixos, situações naturais que todo e qualquer ser humano vai passar, passou ou esta passando. Está em nossas mãos fazer com que essas situações nos façam parar, ou nos impulsionar para sermos o melhor dentre os melhores.

Todos os dias, eu me lembro de querer olhar para as estrelas e não para baixo. Isso fez de mim uma pessoa grande, um ser humano, capaz de andar de mãos dadas com minhas adversidades.

Hoje todos os corpos celestes estão em luto, porem o universo continua a se expandir.

E você, esta de luto ou se expandindo?

Conheça outros colunistas e suas opiniões!

Boaventura de Sousa Santos

Boaventura de Sousa Santos: A intransparente transparência: Assange, Lula e Moro

Clayton Nobre

Quem levou o BBB?

Spartakus Santiago

1 cor e 80 tiros: Por que precisamos lembrar que vidas negras importam?

Preta Rara

Enquanto a dor preta só atingir os corpos pretos, vamos continuar morrendo todos os dias

Tainá de Paula

Tainá de Paula: Impeachment? Renuncie, Crivella

Benedita da Silva

Lula Livre: A bandeira da luta pela democracia

Sâmia Bomfim

Bolsonaro: 100 dias de desgoverno

Manuela d'Ávila

Manuela d'Ávila: Nunca me senti tão bonita como me sinto aos 37

Ivana Bentes

Tortura: podia ser eu ou você

Movimento dos Pequenos Agricultores

Mulheres camponesas, resistência e as políticas do governo Bolsonaro

Bruno Ramos

Foram 80 tiros, mano! E não era gravação do Rambo

Sâmia Bomfim

Samia Bomfim: 31 de março: nada a celebrar

Daniel Zen

Comitiva brasileira se porta como uma república de bananas em terras de Tio Sam

Preta Rara

Quando a dor é preta, não viraliza

Macaé Evaristo

Macaé Evaristo: Levante por Marielle