“Acreditar na ameaça torna ela mais poderosa”. Foto: Thaysa Paula.

Por Meio da Terra

Primeiramente #elenao #elenunca #elejamais

Muitas pessoas estão entrando em contato conosco para pensar táticas místicas de ataque ao fascismo. Como bloquear o crescimento desse tumor que está sempre tentando tomar conta da terra. Tenho alguns conselhos.

A coisa mais importante é o entendimento do coletivo, pensar a magia coletivamente, acreditar no nosso poder de criadoras da realidade. Parece besteira, mas o papo de que nós criamos a nossa realidade coletivamente está mais do que batido. É verdade, acontece na nossa cara. O verde é verde porque concordamos que ele é verde. Sei que o momento é assustador, e com isso vem o medo de se posicionar, mas acreditar na ameaça torna ela muito poderosa.

Devemos mandar mensagens de força e apoio para nossas manas e manos que estão acabadas, e nos unir não para chorar, mas sim para lutar. Se reunir em pequenos grupos, cantar juntas. Conversar sobre a realidade que queremos. Escrever sobre as nossas capacidades revolucionárias. Usar o passado como acessório. Ser sinceras e firmes com nossos familiares, colegas de trabalho, relações cotidianas. Não estou com medo, estou com sede de transformação. Não estamos com medo, estamos com disposição.

Individualmente é importante se proteger. Arruda, alecrim, louro. Estar sempre limpa, aura brilhante. É hora de ser rainha, rainha da nossa energia individual. Precisamos nos cuidar para que, na hora de nos unir, sejamos cada uma um raio luminoso. E juntas vamos cegar essa besta.

É importante agradar a cidade, alimentar as esquinas e as encruzilhadas. Agradecer às ruas, e lembrar os ladrilhos com cachaça, que o chão é lugar da diferença. Que a rua é patrona do movimento, e que nenhum fascismo vai se instalar no país em que na noite quem reina é Exu.

LAROIÊ

Texto publicado na página @meiodaterra e enviado para colaboração com a Mídia NINJA, por Luísa Lentz (mulher cis, mãe, astróloga) e Mel Bevacqua (travesti, mãe, taróloga).

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