Por Ketlen Gomes | Copa FemiNINJA

Foto: MICHAEL DANTAS/ALLSPORTS

O Hulk da Amazônia, como é conhecido o Esporte Clube Iranduba da Amazônia, tem poucos anos de fundação, mas uma história significativa no futebol amazonense, e principalmente feminino. Sediado na cidade de Iranduba, na região metropolitana de Manaus, o clube foi uma iniciativa de vários amigos amantes do futebol: Amarildo Dutra (atual presidente), Oséias Lima, Emerson Sampaio, Aldenir Kniphoff, Edu Lima, Wellison Leão, Juarildo Muniz, Luís Carlos Castro, o tetracampeão Cláudio Taffarel e o ex-jogador Paulo Roberto. No futebol masculino, o time não conquistou grandes feitos e permanece estável no Barezão, como é chamado o campeonato estadual. O carro chefe do Iranduba é o futebol feminino.

O primeiro título do time de futebol feminino do Iranduba veio em 2011, ano de fundação do clube, quando se consagrou o Campeão Estadual, e nos anos seguintes repetiu o feito sendo octacampeão em 2018, e em 2014, 2015 e 2016, alcançou o primeiro lugar invicto.

Os destaques do Iranduba não são apenas estaduais, seguem na esfera nacional também, sendo o único time do interior a representar o Amazonas em competições nacionais da extinta Copa do Brasil de Futebol Feminino, participando em todas as edições, e no Campeonato Brasileiro.

A história do Hulk da Amazônia no brasileirão feminino não para apenas na participação da competição, mas também é um dos clubes fundadores da Liga Feminina Brasileira de Futebol (LFBF). O clube tem o apoio da torcida amazonense, levando em média um público de mais de 4.000 pessoas nos jogos sediados na Arena da Amazônia. Na atual temporada está na 9ª posição, mas no ano passado ficou em 7º lugar no ranking da CBF.

Além dos principais torneios do país, o time feminino do Iranduba também participou da 1ª Taça Brasil de Beach Soccer de Futebol Feminino, no Rio de Janeiro, onde foi vice-campeão do Torneio Início e ficou em 5° lugar na colocação geral. Em 2012 também participou do Torneio Internacional Taça das Nações, onde foi vice-campeão. Em 2016, na I Liga de Futebol Feminino Sub20 se consagrou vice-campeão. Está entre os finalistas de Melhor Projeto de Futebol Feminino de 2018 da 3ª Conferência Nacional de Futebol. No ano passado, o time recebeu um reforço de peso para a Copa Libertadores da América de Futebol Feminino, a meio-campista da seleção brasileira Andressinha vestiu o verde do clube do coração da floresta e ajudou o time a ganhar o 3º lugar da Copa. A atleta retornou ao Portland Thorns (EUA) dia 30 de abril.

Além de Andressinha, outras jogadoras do Iranduba também vestiram a camisa da seleção, na categoria sub 20: atletas como a meio-campista Laura Spenazzato, a goleira Sol, a lateral Monalisa e a atacante Brenda, foram convocadas ano passado.

A estudante e moradora da cidade de Iranduba, Alda Aragão, conta que o clube traz muito orgulho para a cidade, principalmente o time feminino. Ela não conhece nenhuma torcida mas vai sempre aos jogos acompanhada de familiares. No entanto, Alda diz que faltam incentivos de parte de empresários ao clube, que tem parte de seu treinamento na capital Manaus e não em Iranduba.

Conheça outros colunistas e suas opiniões!

Copa FemiNINJA

Histórias de quem trabalha nos bastidores do futebol

Daniel Zen

As mensagens secretas da Lava-jato: crime e castigo

Tainá de Paula

Execução por no mínimo 15 tiros não pode ser tipificada como crime banal

André Barros

Moro contra Lula

Laio Rocha

Taça das Favelas coloca futebol de várzea no centro

Colunista NINJA

'A única coisa que salva um país é a cultura', afirma Moacyr Luz

Mônica Horta

Moda autoral brasileira presente!

Daniel Zen

É a economia, estúpido!

André Barros

Marchas da Maconha foram maiores que atos de Bolsonaro

Colunista NINJA

Mosquito e Inácio Rios: “A gente respeita o samba autêntico”

André Barros

Aperta a pauta, Toffoli

Colunista NINJA

“Fazer samba é uma resistência e está totalmente ligado à política”, afirma Júlio Macabu da nova geração

Cleidiana Ramos

#15M: Uma lição para esperança e vigilância

Margarida Salomão

Balas e Chocolates: o ataque de Bolsonaro à Universidade brasileira

Fatine Oliveira

Sinto muito, Damares. Meu lugar é na universidade federal