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Inspirado no livro “A Farra dos Guardanapos”, de Silvio Barsetti, fiz o 25º programa Fumaça do Bom Direito sobre o seguinte tema: Cabral, Paes, ALERJ e TCE limparam os cofres do Estado, não deixaram qualquer legado e ainda querem ganhar a eleição. Recordamos que, às vésperas do Rio de Janeiro ter sido escolhido como sede das Olimpíadas, Cabral e seu secretariado festejaram em Paris os bons negócios realizados. Fizeram um trenzinho com guardanapos na cabeça simbolizando o capital que seria aplicado na obra do trem-bala que ligaria o Rio de Janeiro a São Paulo.

Além da arrecadação tributária, bilhões de capital nacional e estrangeiro entraram no estado do Rio de Janeiro, mais que em São Paulo e Minas Gerais. Todos esses bilhões sumiram dos cofres do estado, que chegou a atrasar 3 meses os salários de aposentados, médicos, professores e policiais.

O ex-governador Sérgio Cabral não teria como limpar os cofres do Estado sozinho. Teve o apoio direto de ampla maioria da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Ambos têm a competência de fiscalizar e julgar as contas do Estado. Cabral está na cadeia condenado a penas a perder de vista, Picciani está em prisão domiciliar e, de sete conselheiros do TCE, seis foram afastado, presos e processados, todos em razão de corrupção. Essa é a quadrilha dos milhões que trabalhavam para a quadrilha dos bilhões, formada por empresários. Foi mais do que comprovado que os capitalistas combinavam quem ganharia as licitações públicas e o preço. As quentinhas podres, os preços das passagens, as obras do Maracanã ao Porto Maravilha e os materiais hospitalares e escolares, tudo era decidido em reuniões de empresários, que embolsavam bilhões e pagavam propinas de milhões aos ocupantes do Palácio, Assembléia e Tribunal.

A população apoiou e votou, acreditando que a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 trariam riqueza e um grande legado ao Estado, como foi prometido. Mas tudo não passou de uma farsa, ou melhor, de uma farra das licitações, nenhum legado foi deixado à cidade, só elefantes brancos abandonados e um monte de asfalto desencapado. O povo acreditou tanto que elegeu Cabral em 2006, 2010, e seu sucessor Pezão, em 2014.

Agora, querem fechar o cerco com seu direto colaborador Eduardo Paes, que foi Secretário de Estado do governo Cabral e Prefeito de 2009 a 2017, apoiado pelo mesmo. Colocando Paes no governo do Rio de Janeiro, Cabral, ALERJ e TCE ficam blindados, pois Eduardo Paes poderá nomear o Procurador-Geral de Justiça, a partir de uma lista tríplice encaminhada pelos promotores e procuradores. Ao Procurador-Geral, chefe do Ministério Público, compete instaurar investigações e mover ações contra o governador, secretários e parlamentares. Se Paes não nomear o candidato mais votado, o Ministério Público estará em suas mãos e nenhuma investigação para recuperar as riquezas assaltadas de nosso Estado será realizada. Assim, ao menos no âmbito do estado, o ciclo da corrupção será prolongado. O povo do Rio de Janeiro não pode continuar a ser tão enganado! Chega de MDB e seus aliados!

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